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Investigação revela fraude bancária de R$ 1,5 milhão e leva à indisponibilidade de bens em Alagoas

Grupo é suspeito de utilizar empresas fictícias, contas de terceiros e transações simuladas para causar prejuízos a instituições financeiras

Esquema milionário: fraude em bancos movimenta R$ 1,5 milhão em Alagoas | Foto: Cortesia

Uma investigação sobre crimes financeiros revelou a existência de um esquema que teria causado prejuízos de aproximadamente R$ 1,5 milhão a instituições bancárias em Alagoas. A fraude, que vinha sendo praticada por meio de empresas de fachada e movimentações financeiras consideradas fraudulentas, tinha atuação concentrada em Maceió e no município de Rio Largo.

Segundo as investigações, os envolvidos criavam uma estrutura para simular operações comerciais utilizando maquinetas de cartão vinculadas a estabelecimentos controlados pelo próprio grupo. Após a autorização das transações, os titulares dos cartões solicitavam o cancelamento das compras, alegando irregularidades, o que obrigava as operadoras a devolver os valores.

Antes que o estorno fosse efetivado, o dinheiro era retirado das contas e transferido para diversas outras contas bancárias, muitas registradas em nome de terceiros. A estratégia dificultava o rastreamento dos recursos e impedia que as instituições financeiras recuperassem os valores desviados.

As apurações também apontam que o grupo utilizava pessoas interpostas e empresas sem atividade comercial efetiva para mascarar a origem do dinheiro e conferir aparência de legalidade às movimentações. Essa organização permitia que as fraudes fossem repetidas diversas vezes sem despertar suspeitas imediatas.

Grande parte das operações investigadas teria ocorrido no bairro Santa Lúcia, em Maceió, embora os investigadores não descartem que o esquema tenha alcançado outras regiões e envolvido diferentes modalidades de crimes financeiros.

Como parte das medidas adotadas durante a investigação, a Justiça determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros dos suspeitos até o limite de R$ 1,5 milhão. A decisão busca assegurar eventual ressarcimento às instituições prejudicadas caso as irregularidades sejam confirmadas.

As investigações continuam para identificar todos os participantes da organização criminosa e verificar a extensão dos prejuízos causados pelo esquema.

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