” Ele me tirou de lá de dentro.” – Lanna Hellen
” é um DIREITO NOSSO utilizar o banheiro” – Thammy Miranda
” O transexual nasceu homem, mas não se sente como tal” – Sue Johanson

Desde o início do último sábado (4), o Shopping Pátio Maceió, em Alagoas, está sendo acusado de transfobia nas redes sociais.

Uma transexual (Heidi M. Levitt fornece uma descrição da mulher trans como “o gênero daqueles que fazem a transição de um gênero para o outro”), chamada Lanna Hellen, foi expulsa a força do shopping Pátio Maceió, localizado na parte alta de Maceió, na noite dessa sexta-feira (3), após tentar usar o banheiro feminino.

Os vídeos que circulam nas redes sociais mostram a mulher protestando no meio do shopping e informando que um dos seguranças que presta serviço no estabelecimento, teria chegado ao banheiro e a expulsado de lá. “Do mesmo jeito que fui constrangida, essa m*** vai acabar. c Não deixaram eu usar o banheiro de mulher. Vou fazer xixi onde? Desgraça! ”, gritou a vítima.  

Apesar de as características se aproximarem muito, entre um e outro, existe uma que faz toda a diferença. O transexual nasceu homem, mas não se sente como tal, adotando roupas do sexo oposto, consumindo hormônios e logo se decide pela cirurgia de mudança de sexo. Enquanto o travesti, ainda que ele tenha o mesmo desejo e invista em roupas e hormônios femininos, tal qual o transexual, ele mantém o órgão genital masculino. Quem esclarece é a expert Sue Johanson.   

O uso do banheiro feminino por transexuais já chegou a ser discutido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Há quase cinco anos, os ministros Luís Roberto Barroso e Luiz Edson Fachin votaram a favor do direito de transexuais usarem banheiros conforme a “identidade de gênero”, o que quer dizer que como se percebem, sendo homem ou mulher, independentemente do sexo a que pertencem.

“ Para os desinformados de plantão, é um DIREITO NOSSO utilizar o banheiro de acordo com nossa identidade de gênero. Até quando vamos ter que conviver com tanta ignorância?”, comentou Thammy Miranda numa postagem nas redes sociais.

Ainda segundo o depoimento da transexual, ela teve no B.O. a acusação de “desacato a autoridade”, que ela refuta e afirma ainda que já registrou também uma queixa pelo tratamento e cerceamento do direito de uso do sanitário que sofreu naquele shopping.

Seus advogados entraram na Justiça nesta segunda-feira (6) com uma ação de indenização por danos morais contra o shopping.

Rayanni Albuquerque e Carlos Ângelo, advogados particulares de Lanna Hellen, pedem uma indenização de R$ 100 mil. De acordo com eles, a ação foi distribuída para a 1ª Vara Cível de Maceió e pede: “Reparação pecuniária pelos danos morais, pelos transtornos causados a título de dano moral à Lanna, que foi o constrangimento no shopping, ela foi impedida de utilizar o banheiro, foi levada ao ridículo em público, foi levada à delegacia, algemada, isso tudo gera o dano moral, todo aquele constrangimento público” – disse a advogada Rayanni Albuquerque”.