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Vestígios de óleo aparecem na Praia do Saco, em Marechal Deodoro

Substância foi localizada na areia nesta quarta-feira (9); origem do material ainda é investigada por órgãos ambientais

Reprodução/Instagram

Novos registros de manchas de óleo no litoral de Alagoas chamaram a atenção nesta quarta-feira (9). Desta vez, os vestígios foram encontrados na faixa de areia da Praia do Saco, em Marechal Deodoro, no Litoral Sul do estado.

A identificação ocorreu um dia após a presença da mesma substância ser observada em trechos das praias de Riacho Doce e Guaxuma, em Maceió. Até o momento, ainda não há informações que confirmem a origem do material encontrado em Marechal Deodoro.

De acordo com o Instituto Biota, amostras do óleo deverão ser encaminhadas ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e à Marinha do Brasil. A análise será utilizada para identificar a composição da substância e ajudar na investigação sobre sua procedência.

Entre as possibilidades levantadas está uma eventual relação com o grande derramamento de óleo que atingiu a costa brasileira em 2019. Também não está descartada a hipótese de o material ter origem em atividades relacionadas a alguma bacia petrolífera localizada em estados próximos.

A orientação é que a retirada dos resíduos seja feita o quanto antes e por equipes devidamente protegidas. A limpeza da área deve ficar sob responsabilidade da Prefeitura de Marechal Deodoro.

Segundo o diretor-executivo do Instituto Biota, o biólogo Bruno Stefani, a remoção rápida é importante para impedir que o óleo seja novamente levado para o mar ou permaneça em contato com a fauna e a vegetação costeira.

Alerta para a população

O Instituto Biota recomenda que moradores e visitantes não manipulem as manchas encontradas na areia. O contato direto com a substância deve ser evitado, principalmente sem equipamentos adequados de proteção.

A permanência do óleo no ambiente também representa risco para a fauna marinha. A substância pode se incorporar à areia, aos sedimentos e às algas e, posteriormente, ser ingerida por animais, entre eles tartarugas marinhas.

A população que identificar novos pontos com presença de óleo deve comunicar os órgãos responsáveis, evitando recolher o material por conta própria.

Episódio de 2019

As novas ocorrências também relembram o grande desastre ambiental registrado em 2019, quando manchas de óleo atingiram praias de nove estados do Nordeste, além do Espírito Santo e do Rio de Janeiro.

Em Alagoas, um dos pontos afetados foi a região da foz do Rio São Francisco, no município de Piaçabuçu. Na ocasião, a origem do material permaneceu como uma das principais questões investigadas pelas autoridades.

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