Conhecido por diversas pautas voltadas à defesa das mulheres, como a aprovação da Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, o senador Renan Calheiros (MDB) tem lutado para que candidatos com histórico de agressão sejam impedidos de ocupar cargos públicos.
Para além do Plenário do Senado Federal, Renan Calheiros fala sobre o tema em discursos pelos municípios, em encontros com a comunidade, e também em suas redes sociais.
Na segunda-feira (28), foi postado no perfil do Instagram do senador, o vídeo do movimento “Não Vote em Agressor de Mulheres”. A repercussão foi tanta, que, em menos de 24h, a postagem ultrapassou mais de 1 milhão de visualizações.
A gravação mostra várias mulheres defendendo a causa. “Quem bate em mulher, apanha nas urnas”, diz uma delas.
Neste sentido, Renan Calheiros também tem alertado para um candidato ao Senado que tem histórico de agressão à mulher.
“A Justiça me impede de falar o nome dele, mas pesquise, dê um Google, descubra quem é esse candidato ao Senado e diga ‘não’ a ele, porque, se um agressor de mulher sem poder já é muito perigoso, imagine um agressor de mulher senador da República?”.
Vitória contra agressor
Em 14 de setembro deste ano, o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) acatou um pedido de Renan Calheiros e tornou inelegível Dr. João Neto, condenado pela Justiça por agredir brutalmente a esposa em Maceió.
Dr. João Neto queria disputar o cargo de deputado estadual, mas com a decisão do TRE, ficou impedido de concorrer às eleições.
Na ação judicial, Renan Calheiros apresentou tese inédita baseada na Lei da Ficha Limpa, gerando precedentes para todo o país.