Um terremoto de forte intensidade atingiu a região costeira da Indonésia na madrugada deste sábado (15), no horário local, correspondente à noite de sexta-feira (14) no Brasil. O tremor, de magnitude 7,7, provocou uma série de abalos secundários e levou as autoridades indonésias a emitirem um alerta preventivo para a possibilidade de tsunami.
De acordo com informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o terremoto aconteceu por volta das 5h58, no horário local, a aproximadamente 10 quilômetros de profundidade. A pouca profundidade do tremor aumentou a preocupação das autoridades devido à localização submarina do epicentro.
Após o primeiro abalo, pelo menos três réplicas foram identificadas. Uma delas alcançou magnitude 6,1, mantendo o cenário de instabilidade sísmica na região.
Moradores são orientados a deixar áreas costeiras
Diante do risco de alterações no nível do mar, a Agência de Meteorologia, Climatologia e Geofísica da Indonésia determinou medidas de precaução. Pessoas que estavam próximas a praias e margens de rios foram orientadas a se afastar dessas áreas e procurar regiões mais altas.
O terremoto ocorreu no oceano, nas proximidades da ilha de Flores, uma área conhecida pela atividade sísmica. Equipes responsáveis pelo monitoramento passaram a acompanhar os equipamentos que registram o nível do mar para identificar qualquer movimentação que pudesse indicar a formação de ondas anormais.
Até o momento das informações divulgadas, o alerta tinha caráter preventivo e estava relacionado ao risco potencial provocado pelo terremoto submarino.
País está em uma das regiões mais instáveis do planeta
A Indonésia está localizada no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma extensa faixa que concentra grande quantidade de vulcões e falhas tectônicas. Por causa dessa posição geográfica, o país registra frequentemente terremotos, erupções vulcânicas e outros fenômenos associados à movimentação das placas tectônicas.
Apesar da preocupação na Indonésia, o Centro de Alerta de Tsunamis da Austrália informou que o terremoto submarino não apresentava ameaça de tsunami para o território continental australiano, nem para as ilhas e territórios administrados pelo país.