TEREMOS, A PARTIR DE HOJE, um intervalo nessa coluna comuna. Pelo planejado, teremos uma licença concedida pela generosa Tribuna Independente até o final do processo eleitoral de 2026. Este acima-assinado, depois de 32 anos desde a última postulação (a deputado federal, em 1994), teve o nome indicado para compor uma lista de candidatos, desta feita como integrante da candidatura coletiva do PCdoB para a Câmara Federal, em camaradagem com Charles Hebert, Thiago Souza e Maria Yvone Loureiro.
SEREMOS QUATRO sob um mesmo número, a ser definido no momento adequado, quando e conforme preconizado pela legislação. Mesmo depois da Convenção, considero todo mundo pré-candidato até a devida autorização da Justiça Eleitoral. Mas, sem avançar no pedido de voto, apenas informo que o quarteto aprovado pela Convenção do PCdoB para a Câmara Federal procura conectar novas e antigas experiências para travar a grande batalha de hoje. Charles e Thiago têm com muito futuro “pela frente” (redundância do gosto popular) nas avenidas da política e das eleições, eu e Marivone (como é mais conhecida) e em semiaposentadiorias eleitorais, exibimos currículos das décadas recentes, ela (uma heroína da residência à ditadura) com muito mais relevância que este que vos escreve agora – sou fã dela. Além da candidatura coletiva, o PCdoB apresenta também o nome da líder comunitária Flávia Rejane como candidata à deputada federal. Para a Assembleia Legislativa, o Major Paulo Nunes (ex-deputado estadual) e a Enfermeira Hulda.
NÃO ESTAREMOS SÓS: A Federação Brasil (PT, PV e PCdoB) une-se, em Alagoas, ao MDB e demais partidos com coragem de enfrentar a onda nefasta do bolsonarismo em sua versão empurrada pelo galegão da Casa Branca, o famigerado autocrata Trump. Conforme encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral, e, em recebendo o indispensável registro, a Federação Brasil estará empenhada – através das candidaturas apresenadas e de toda sua militância – nas campanhas de Lula para presidente, Renan Filho para governador, Renan Calheiros e José Wanderley para as duas vagas no Senado, e pela eleição de bancadas progressistas para a Câmara Federal e Assembleia Legislativa.
NO CASO DA CANDIDATURA coletiva à Câmara Federal, o objetivo é recuperar o espaço de esquerda até recentemente ocupado, em sucessivas eleições, pelo bravo Paulão – principal referência canhota alagoana naquela casa desde 2013 (reeleito em 2014, 2018, 2022), espaço onde anteriormente se destacaram Renan Calheiros (1982 e 1986), Eduardo Bomfim (1986) e Régis Cavalcante (1998). Paulão do PT, obviamente, é a principal candidatura de esquerda que inicia a campanha 2026 com chances reais de eleição, mas igualmente enfrentando enormes dificuldades para a chapa (da qual fazemos parte) alcançar o coeficiente eleitoral. Os obstáculos nos estimulam a lutar, até o derradeiro voto ser digitado na urna, para a reconquista desse precioso espaço canhoto alagoano na Câmara Federal.
NÃO SE PODE VACILAR na batalha pelo Congresso Nacional. A cada eleição aumentam os perigos do mal bolsonarista, versão mais delinquente da ultradireita – sobre a Câmara e do Senado, e o Estado Democrático de Direito corre riscos crescentes pelo avanço da mitologia golpista e autocrática nos espaços parlamentares em ambas as casas. Toda colaboração nessa guerra pela preservação da Democracia, contra a extrema-direita galopante e traidora da pátria, é bem-vinda.
ASSIM, ME DESPEÇO, por ora, do leitorado da Tribuna Independente. Parto em busca do eleitorado alagoano, convencido que um único voto que seja, a mais, é muito importante nesse combate pela preservação da Democracia no Brasil. Quem recebe a versão digital da coluna TIC TAC, como você, passará a receber material de campanha assim que a Justiça Eleitoral autorizar. Fida a corrida eleitoral, a ideia é a coluna voltar reformatada em suas versões impressas e digital. Obrigado por sua leitura.