AO VIVO
CARREGANDO... WEB RÁDIO JUVENTUDE
AO VIVO
CARREGANDO... WEB RÁDIO JUVENTUDE
AO VIVO
CARREGANDO... WEB RÁDIO JUVENTUDE

Análise da saliva pode identificar sinal ligado ao câncer colorretal

Análise de micróbios presentes na boca identificou sinal ligado ao tumor e teve bom desempenho em testes iniciais

Uma análise da saliva pode ajudar a identificar o risco de câncer colorretal. Um novo estudo publicado nessa quinta-feira (20/8) na revista Cell Host & Microbe encontrou um sinal ligado à presença do tumor a partir de micróbios da boca, o que abre a possibilidade de um exame menos invasivo.

A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade Yonsei, na Coreia do Sul. A equipe analisou amostras de saliva e fezes de 507 pessoas, incluindo pacientes com câncer gastrointestinal, indivíduos com doenças metabólicas e voluntários saudáveis.

O que a saliva revela
Os pesquisadores investigaram a presença dos mesmos microrganismos na boca e no intestino. Para isso, criaram um índice chamado boca-fezes, que mede o quanto as mesmas bactérias aparecem na saliva e nas fezes de uma pessoa.

Nos pacientes com câncer, esse índice estava mais alto, o que indica que micróbios da boca chegam ao intestino com mais frequência nesses casos. O aumento não foi observado em pessoas com doenças metabólicas.

“Essas observações nos fizeram questionar se os micróbios orais chegam e persistem no trato gastrointestinal de maneira diferente em pessoas com câncer”, afirmou a principal autora, Jihyun Kim, em comunicado.

Resultados e comparação com exames atuais
Ao analisar apenas a saliva, os modelos desenvolvidos pelos pesquisadores conseguiram diferenciar pacientes com câncer colorretal de pessoas saudáveis em diferentes grupos avaliados.

Segundo o estudo, o desempenho foi superior ao de alguns testes usados hoje como triagem inicial, como o exame de sangue oculto nas fezes, que pode falhar porque nem todos os tumores sangram, além de indicar alterações que não estão ligadas ao câncer.

Os autores destacam que a coleta de saliva também tende a ser mais simples e confortável para os pacientes.

Limitações e próximos passos
Apesar dos resultados, o teste ainda não está pronto para uso clínico. Os pesquisadores afirmam que é preciso entender melhor a relação entre as bactérias e o câncer. Ainda não está claro se os micróbios contribuem para o desenvolvimento do tumor ou se a própria doença facilita a presença dessas bactérias no intestino.

Novos estudos devem avaliar a precisão do método em pessoas sem diagnóstico e desenvolver versões mais sensíveis do teste antes de qualquer aplicação na prática médica.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *