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Justiça nega habeas corpus para dono de clínica onde morreu esteticista

Maurício Anchieta responde por estupro, tortura, cárcere privado e exercício ilegal da Medicina

Maurício Anchieta, dono da clínica clandestina onde morreu a esteticista Cláudia Polyanne

O Tribunal de Justiça de Alagoas negou, por unanimidade, nesta quarta-feira (27), o Habeas Corpus do réu Maurício Anchieta de Souza, dono da clínica Luz e Vida, em Marechal Deodoro, que funcionava de forma clandestina. Ele responde, neste processo, por crimes como estupro, tortura, cárcere privado e exercício ilegal da Medicina. A decisão da Câmara Criminal manteve o entendimento do juiz da comarca de Marechal Deodoro. 

Maurício Anchieta também é réu no processo que investiga a morte da esteticista Cláudia Pollyanne Farias de Sant Anna de 41 anos, ocorrido em agosto de 2025. Neste caso, o laudo pericial conclui que a causa terminal do óbito foi insuficiência respiratória aguda, com participação contributiva de traumatismos cranianos e intoxicação medicamentosa, no contexto de episódios reiterados de violência, segundo o médico legista Lucas Emanuel.

A prisão preventiva de Maurício Anchieta e de Jéssica da Conceição Vilela foi negada em primeira instância pela juíza Fabíola Feijão. Porém, o Ministério Público de Alagoas interpôs Recurso em Sentido Estrito pedindo a prisão do casal também pela morte da esteticista. O recurso ainda será analisado pelos desembargadores do Tribunal de Justiça, após parecer da Procuradoria de Justiça.

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