A Justiça Eleitoral oficializou a expulsão de Aldo Rebelo do partido Democracia Cristã (DC). A decisão foi assinada pelo juiz eleitoral Tiago Machado na segunda-feira, 25, e já consta nos registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O processo teve início após o ex-ministro da Defesa rejeitar a decisão interna da legenda de substituir sua pré-candidatura à Presidência da República pelo nome do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa.
Aldo Rebelo declarou publicamente, na quarta-feira, 20, que manteria sua intenção de disputar as eleições de outubro, mesmo após o anúncio do partido
Em entrevista ao Estadão, o ex-ministro afirmou que pretende recorrer de qualquer decisão que impeça sua candidatura. Rebelo também criticou a escolha de Joaquim Barbosa como possível representante do partido na corrida presidencial.
A substituição foi anunciada pelo presidente nacional do Democracia Cristã, João Caldas, no sábado, 16. Segundo o dirigente, o nome de Joaquim Barbosa representaria uma tentativa de união nacional e fortalecimento da confiança nas instituições.
De acordo com o partido, a mudança ocorreu após avaliações internas sobre o desempenho de Aldo Rebelo nas pesquisas eleitorais. A legenda informou ainda que havia um acordo para que a pré-candidatura fosse avaliada durante um período de três meses.
Na pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada na terça-feira, 19, Aldo Rebelo apareceu com 0,2% das intenções de voto.