Polícia Civil de Alagoas localiza 81,6% dos desaparecidos em 2025

Dados da Coordenação de Pessoas Desaparecidas apontam aumento nas localizações e fortalecimento das investigações em todo o Estado

Polícia Civil de Alagoas localiza 81,6% dos desaparecidos em 2025. Divulgação

A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) alcançou, em 2025, uma taxa de 81,65% de localização de pessoas desaparecidas no Estado. Os dados são da Coordenação de Pessoas Desaparecidas, criada neste ano e comandada pelo delegado Ronilson Medeiros, e refletem o fortalecimento das ações investigativas e da atuação integrada das unidades policiais.

De acordo com o levantamento estatístico referente ao período de 2022 a 2025, houve crescimento nos registros de boletins de ocorrência, que passaram de 642 em 2022 para 799 em 2025 — aumento acumulado de aproximadamente 24,4%. O avanço está relacionado tanto à complexidade do fenômeno, especialmente nos grandes centros urbanos, quanto à ampliação dos canais de registro e maior conscientização da população sobre a importância da formalização da ocorrência.

No mesmo intervalo, o número de pessoas localizadas saltou de 77 casos, em 2022, para 642 em 2025, demonstrando o aprimoramento das estratégias investigativas. Apenas neste ano, foram registrados 796 desaparecimentos em Alagoas, dos quais 650 tiveram desfecho com a localização da pessoa.

A capital Maceió concentra 430 registros, o equivalente a 54% do total estadual. Na cidade, 368 pessoas foram localizadas, o que representa uma taxa de 85,58% — percentual superior à média de Alagoas.

Quanto ao perfil dos desaparecidos em 2025, os dados indicam predominância do sexo masculino, com 555 registros (70%), enquanto o sexo feminino soma 241 casos (30%). A faixa etária adulta concentra 530 ocorrências, cerca de 66% do total, com destaque para homens adultos, que representam 406 registros.

Entre adolescentes, foram contabilizados 153 desaparecimentos, com maior incidência entre meninas (90 casos) em relação aos meninos (63). Crianças e idosos, embora apresentem números menores — 48 e 65 registros, respectivamente —, demandam atenção prioritária devido à maior vulnerabilidade.

Entre as 650 pessoas localizadas em 2025, 442 são homens (68%) e 208 mulheres (32%). Na classificação dos casos concluídos, 373 (57,4%) foram considerados desaparecimentos voluntários; 224 (34,5%) involuntários; e 53 (8,1%) tiveram indícios de natureza criminosa. Os dados apontam que a maioria dos episódios está associada a conflitos familiares, vulnerabilidade social, questões emocionais ou de saúde mental, sem prejuízo da atuação rigorosa nos casos com suspeita de crime.

No mesmo período, 53 pessoas foram localizadas sem vida. Adultos do sexo masculino representam 40 desses óbitos, o equivalente a 75% dos registros.

Criada por portaria em 2025, a Coordenação de Pessoas Desaparecidas tem como missão acompanhar, coordenar e supervisionar as investigações em todo o Estado, promovendo integração entre delegacias e maior eficiência na apuração. Atualmente, 146 casos seguem em acompanhamento contínuo, aguardando novos elementos investigativos ou conclusão de laudos periciais.

A Polícia Civil também destaca a importância do Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD) como ferramenta fundamental para dar visibilidade aos casos e fortalecer as buscas. O registro deve ser feito na delegacia responsável, com apresentação de foto da pessoa desaparecida e assinatura de termo de autorização.

Informações que possam auxiliar na localização podem ser repassadas à Coordenação pelo telefone (82) 98878-8897 (ligação ou WhatsApp), pelo e-mail desaparecidos@pc.al.gov.br ou de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181. A Coordenação funciona no Complexo de Delegacias Especializadas (CODE), na Avenida Comendador Gustavo Paiva, bairro Mangabeiras, em Maceió.

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