Grande parte da equipe de segurança do presidente venezuelano Nicolás Maduro foi morta durante a operação dos Estados Unidos que resultou na captura do chefe de Estado, segundo afirmou o ministro da Defesa da Venezuela, general Vladimir Padrino. Em pronunciamento transmitido pela televisão neste domingo, o militar classificou a ação como um “assassinato a sangue frio”, embora não tenha informado o número de mortos.
De acordo com Padrino, o que ele chamou de “sequestro covarde” de Maduro ocorreu após a eliminação de integrantes responsáveis por sua proteção pessoal. O ministro, que ocupa o cargo desde 2014 e integra o alto escalão das Forças Armadas venezuelanas, fez as declarações um dia após o ataque. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou repetidas vezes que nenhum militar americano morreu durante a operação.
Relatos de jornalistas indicam que, nas primeiras horas de sábado, foram ouvidas explosões e intenso sobrevoo de aeronaves em Caracas e em pelo menos outros três estados do país, além de bombardeios de grande intensidade na capital.
Segundo Trump, Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram detidos “em questão de segundos”, sem tempo para reagir. O presidente americano afirmou ao canal Fox News que acompanhou a operação de sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida, comparando a ação a “assistir a um programa de TV”. Ele disse ainda que o líder venezuelano tentou chegar a um local seguro, mas não conseguiu.