Ela poderia estar prestes a se tornar a nova estrela do futsal europeu, mas escolheu algo ainda mais raro no mundo dos contratos milionários: sua liberdade. A atleta e criadora de conteúdo adulto Marcela Soares, de 21 anos, diz que recusou uma proposta internacional após uma reunião virtual que aconteceu ontem à tarde.
O motivo? Embora o time afirmasse respeitar sua trajetória nas plataformas como Privacy e OnlyFans, a proposta continha uma cláusula exigindo que ela nunca comentasse publicamente sobre sua carreira no universo +18 enquanto estivesse no clube.
“Achei engraçado no começo. Eles disseram que me admiraram minha história, que respeitavam meu trabalho como criadora, que entendiam o novo momento do esporte e da internet… e, no fim, queriam me calar. O clube queria minha performance, minha estética, minha audiência. Mas não a minha realidade. Falaram que concordavam com minha carreira +18, mas eu não poderia falar”.
Marcela ganhou projeção após ser dispensada de um time brasileiro justamente por vender conteúdos sensuais na internet. Desde então, se tornou uma revelação nos sites adultos e símbolo de uma nova geração de mulheres que não se escondem para faturar com sua imagem.
A proposta do clube europeu incluía salário alto, moradia no exterior e até bônus por performance. Mas também impunha silêncio absoluto sobre sua atuação como modelo sensual e criadora de conteúdo adulto. Ela negou logo de cara e nem chegou a receber a minuta do contrato.
“Disfarçaram de liberdade, falaram que o esporte é muito conservador e que esse tipo de assunto fica fora das quadras, mas era censura. Me tratavam como ‘influencer’ no privado e queriam que eu fosse ‘atleta recatada’ em público. Recusei na hora. Se para jogar lá eu tivesse que me apagar, prefiro continuar sendo inteira aqui”, diz.
Hoje, Marcela fatura 100 vezes mais com conteúdos adultos do que ganhava como jogadora no Brasil. No início da carreira, por exemplo, ela chegou a receber apenas R$ 500 por mês. Apesar da recusa, ela garante que continua aberta a propostas — desde que venham sem censura.
“Eu jogo, sim. Mas só onde me respeitam por completo. Meu corpo, minha história e meu discurso são uma coisa só. Quem quiser só a embalagem, pode procurar outra ou só assinar meu conteúdo. Por enquanto meu foco é nas plataformas, até porque estou me recuperando de uma cirurgia no joelho”.

