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DECADÊNCIA DO TURISMO CULTURAL

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Casario

Marechal Deodoro praticamente deixou de visualizar o retorno econômico-financeiro que uma cidade aquinhoada com um acervo histórico invejável poderia ter com a presença mais constante do turista cultural. Hoje parece que o município só tem a oferecer praia e gastronomia regional.

É sabido que esse turista nunca teve um papel preponderante na economia dos que habitam o Centro Histórico, mas esta atividade já foi bem mais presente que hoje. Ele só é atraído a uma cidade histórica para sentir as marcas da vida antepassada nas suas ruas e vielas, nos monumentos civis e religiosos, e em decorrência no casario que a integra. Além de tudo, é de bom alvitre que as fachadas e cobertas dos imóveis não sejam descaracterizadas. Elas são mais uma propriedade comum do que individual, pois ela está mais exposta aos que circulam pela cidade que aos que vivem no interior dela. No meu entendimento é até burrice, pois, pensar em descaracterizar a casa colonial. Pelo contrário. Com modificações modernosas o proprietário estará contribuindo para que Marechal Deodoro perca mais e mais sua oportunidade de viver dias de glória com um turismo cultural borbulhante, a exemplo de outras cidades como Penedo e Piranhas em Alagoas, e são Cristóvão, em Sergipe.

E é com a presença desse turista que haverá substancial acréscimo do dinheiro circulante e, consequentemente, da renda familiar. É ele que compra uma peça de artesanato, almoça, adquire um suvenir, faz um lanche e pode vir a se hospedar. Com a presença deste turista todos se beneficiam pelo incremento na prestação de serviços, nos novos empregos e com um número bem maior de famílias deodorenses a sentir a prosperidade até com o intercâmbio cultural.

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Claustro do Convento Franciscano

Não somente uma história, uma cenografia urbana atraente e belos exemplares de uma arquitetura colonial farão com que mais visitantes se façam presentes. É também necessário que haja interesse político do poder público também na divulgação e entendimento com as operadoras de turismo em toda sua extensão. Um dos fatores negativos para que o turismo cultural esteja perdendo espaço em Marechal, pois não se percebe mais os ônibus das agências turísticas na cidade, foi, e talvez continue sendo, a ganância de guias de turismo, que para usufruir das comissões e benesses dos bares e restaurante de praia, desdenhem da beleza da história e dos monumentos do Centro Histórico.
Fico a torcer para que nossos dirigentes públicos tenham a sensibilidade de divulgar mais nosso patrimônio e abrir diálogo com os agentes de turismos para que essa atividade seja retomada. Não nos acomodemos ao esquecimento, ao marasmo, à alienação e ao indiferentismo ante a situação de decadência cultural no município, como tem sido observado nesses últimos anos.

Exerçamos nosso papel de cidadão!

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