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Nicolás Maduro contrata agência “progressista” dos EUA para melhorar imagem de seu governo

alx_maduro-cilia-flores-20140305-001_originalO governo da Venezuela contratou um escritório de relações públicas com sede em Washington para tentar melhorar sua imagem. A tarefa coube a uma agência que se autodefine como especializada em clientes “progressistas”, a FitzGibbon Media.

Maximilien Arveláiz, encarregado de negócios do governo venezuelano na representação do país em Washington e ex-embaixador em Brasília de 2010 a 2013, fez uma escolha estratégica. Além de conviver com a esquerda americana, a FitzGibbon tem em seu portfólio clientes de uma série de organizações de defesa dos direitos humanos, entre as quais a Anistia Internacional. Ironicamente, uma das maiores manchas na imagem do regime venezuelano são as violações aos direitos humanos, a perseguição aos opositores políticos e a manipulação da Justiça.

Nas últimas semanas, a FitzGibbon distribuiu uma série de convites para escritores, jornalistas e ativistas simpatizantes do regime chavista convidando-os a atuar como observadores internacionais nas eleições venezuelanas, marcadas para o dia 6 de dezembro. Segundo um desses e-mails, ao qual VEJA.com teve acesso, a viagem será paga pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) e é apresentada como “uma oportunidade” para “os membros da comunidade internacional e de imprensa verem como o sistema eleitoral funciona. Um dos mais impenetráveis do planeta, segundo o Centro Carter”.

Os relações públicas não mencionam o fato de a organização fundada pelo ex-presidente americano ter encerrado suas operações na Venezuela em maio deste ano, justamente por não haver condições de monitorar as eleições de maneira independente. Em nota oficial, porém, o Centro Carter limitou-se a dizer que decidiu “focar seus recursos limitados em outros países que tenham solicitado apoio”. Procurados, os representantes do FitzGibbon Media não responderam às perguntas da reportagem.

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