Residente na Rua Araxá, idosa sofre com o desserviço prestado pela BRK 

Moradores de diversas localidades do município de Marechal Deodoro estão sofrendo com o desserviço da BRK. A falta de água é quase que diária, desde que a empresa assumiu o comando das atividades na cidade.

“Estamos precisando do líquido para tomar banho, cozinhar, limpar a casa e desenvolver outras atividades. É um absurdo o que estamos passando. Os residentes em Marechal, sobretudo na Rua Axará, estão sofrendo muito com essa inoperância da BRK”, disse a moradora Mirely Nogueira dos Santos.

Segundo ela, algumas pessoas estão recorrendo a terrenos baldios para necessidades fisiológicas. “Já flagrei muita gente indo para locais ermos para fazer xixi e coco. BRK é uma empresa completamente irresponsável com o consumidor. Voltamos à época das cavernas”, completou Mirely.

Em Maceió, a situação não é diferente. Nos quatro pontos visitados pelo promotor de Justiça Max Martins, titular da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor, ficou comprovado, por meio das conversas com as comunidades, que a quantidade de água que está sendo disponibilizada por meio da BRK Ambiental não está sendo suficiente para atender a demanda.

“A população alegou que as caixas d’água esvaziam durante à tarde porque o número de pessoas que vai em busca do produto é muito grande. O resultado é que parte delas acaba sendo prejudicada no final do dia. Isso sem falar na quantidade de consumidores que têm problemas de saúde e ficam na dependência de alguém para ir encher os seu baldes. Ou seja, comprovamos um grande constrangimento que está sendo imposto a quem não tem culpa do problema ter ocorrido”, afirmou o membro do Ministério Público do Estado de Alagoas.

Protestos já foram feitos por moradores dos Conjuntos Eustáquio Gomes e Santa Maria.

Na ocasião, o promotor de Justiça também destacou que os consumidores não devem pegar as contas de água que chegarão em suas residências. “Caso já tenham pago, terão que ser reembolsados, afinal, ninguém pode pagar por um serviço que não recebeu”, frisou ele.

Procurada, a BRK Ambiental disse, que em relação à Rua Axará, em Marechal Deodoro, “a instabilidade no abastecimento está relacionada a ações de melhorias operacionais realizadas na ETA Estiva”.

“O que a BRK alega não se sustenta. A falta de água acontece desde quando a empresa se instalou. Até quando vamos ficar sofrendo. Sou idosa e estou muito triste com tudo isso?”, indagou outra moradora, Maria José da Silva, de 72 anos.

TRIBUNA HOJE