A Polícia Civil do DF investiga crime tecnológico, após a modelo ter nudes vendidos em diversas plataformas na internet

Jéssica Constantino, de 30 anos, teve fotos íntimas vazadas, vendidas e utilizadas por criminosos em golpes virtuais. A modelo, que trabalha com conteúdo adulto, descobriu que estava tendo a imagem utilizada por golpistas após pessoas a procurarem para saber de uma vaquinha on-line que estava sendo divulgada com o nome e imagem dela.

Ao Metrópoles, a jovem contou que foi a primeira modelo a vender “nudes” no Brasil, que trabalha dessa forma há 10 anos, mas essa foi a primeira vez que golpistas se passaram por ela para comercializar suas fotos e cometer fraudes, o que a deixou aborrecida.

“Revender algo que não é seu por direito me deixa chateada. O fato de vazarem e venderem as minhas fotos pessoais é algo que invalida totalmente o trabalho que estou fazendo. Isso é errado. Tentaram lucrar com a minha imagem”, conta Jéssica, que informou que os criminosos chegaram a faturar mais de R$ 5 mil com suas imagens.

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Segundo a brasiliense, as fraudes começaram após ela perder o acesso à conta que tinha no Instagram, com mais de 1 milhão de seguidores. Para a modelo, a desativação permitiu que pessoas criassem perfis falsos para cometer crimes e enganar os fãs dela. Ela conta que deseja que o responsável seja detido para que não cometa mais esse tipo de crime contra outras mulheres.

“Quero que essa pessoa seja presa. Não estou preocupada com dinheiro que arrecadaram no meu nome. Quero que o correto seja feito”, diz a modelo.

Entenda o caso

Jéssica procurou a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) no início de novembro, após ter fotos íntimas vazadas e comercializadas na internet. De acordo com a jovem, há cerca de três anos um assinante passou a usar, indevidamente, imagens dela para cometer fraudes.

Com as festas de fim de ano, a pessoa que se passa pela modelo chegou a anunciar uma “promoção de Natal”, com venda de fotos e vídeos. Além disso, há duas vaquinhas mostrando que foram arrecadados mais de R$ 3 mil com as fotos da modelo.

Hudson Maldonado, delegado responsável pelo caso, diz que a ocorrência está sendo investigada como estelionato e crimes praticados pela internet. “Estamos tentando fazer o rastreamento do site, mas até o momento não tivemos novidades. De fato, é uma ocorrência que envolve investigação tecnológica. Por isso a Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) também entrará no caso”, conta o delegado.

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