É muito comum nos dias de hoje, em decorrência da situação da pandemia estarmos sim sendo bombardeados de estímulos midiáticos que estão, a todo tempo trazendo informações de como estão as diversas facetas do COVID-19, com isso sabemos que uma das diretrizes da OMS é que fiquemos em casa, coisa que não estamos acostumados a fazer, vivemos em meio ao caos do capitalismo buscando sempre sermos vistos e nós reafirmamos frente as vicissitudes da sociedade.
Mas o caos traz em si com a situação de estarmos enclausurados (isolado do convívio social) alguns traços do que posso denominar algumas vezes de um auto diagnóstico derivado de um medo ao enfretamento da consolidação das diversas formas em que o vírus se apresenta como sintomas como por exemplo; taquicardia, dores de cabeça, hipersensibilidade entres outros sintomas, o fato é que por não estarmos acostumados a estarmos inertes durante tanto tempo e estarmos sempre em uma busca desenfreada da sustentabilidade da concretização plena do ser, vem se tornando cada vez mais um fenômeno pessoas estarem sentido muitas vezes sintomas, buscando as vezes a auto medicalização, sendo verdadeiros desencadeantes de sintomas psicológicos que são verdadeiras fonte de adoecimento mental.
O isolamento social serve sim para nos mantermos afastados do perigo pois como já foi explicitado e sempre estar sendo o cerne de vários debates o contato tem seus riscos, mas não quer dizer que tenhamos que nós afastar afetivamente das pessoas que convivemos, a tecnologia é uma forma de estarmos sempre conectados aos nossos entes afetivos, usar a vídeo chamada é um recurso para aqueles que sentem-se solitários, para que não venham a desenvolver nenhum tipo de depressão.
Todos temos traços psicológicos, mas para aqueles que sentem que qualquer tipo de sinal já é um sintoma de algum tipo de doença, é preciso ter muita cautela, pois diante dos fatos de uma epidemia devemos ter primeiramente calma para que nosso cérebro não nos conduza a um caos desnecessário, uma boa dica é um exercício de respiração profundo para que o cérebro comece a receber mais oxigênio e não tenhamos uma hiperventilação, podendo ser a sua execução de forma a respirar profundamente mais devagar e expirar da mesmo forma, tente repetir no mínimo de 6 e máximo de 10 vezes podendo ser acompanhado de uma boa música.
O ócio laboral não significa que a mente esteja inerte(sem atividade), para que não venhamos a desencadear traços psicossomáticos por conta desse afastamento social que muitas vezes são vividos dentro da própria casa onde, moram várias pessoas mas estão afastadas e esse afastamento, é as vezes por que, não vemos aquilo que está no sofá do outro lado da sala por que, só enxergamos a tela do celular, essa é a hora de reatar os laços afetivos, buscando uma maior interação entre os que ali convivem, uma simples brincadeira como o jogo da velha, forca e entre outras vão servir para quebrar uma serie de distanciamentos.

Sérgio marques de oliveira Santos
Psicólogo clínico e organizacional.
Pós-graduado em psicologia clínica e saúde mental.
Contato: (82) 996193391