Em assembleia realizada no auditório do Sindicato dos Bancários, agentes e escrivães da Polícia Civil de Alagoas (PC-AL) decidiram na tarde desta segunda-feira, dia 13, paralisar as atividades da categoria por 72 horas, a partir da próxima segunda-feira (20). Depois da reunião, os policiais saíram em caminhada até o Palácio República dos Palmares, no Centro da capital alagoana.

Entre outros pontos, a categoria cobra o reajuste do piso salarial, periculosidade e serviço voluntário de polícia (SVP). A decisão pela paralisação ocorreu depois que o governo de Alagoas enviou um projeto de serviço voluntário à Assembleia Legislativa,  que contempla apenas delegados e exclui agentes e escrivães da polícia.

Centenas de policiais participaram da manifestação. Durante o protesto, os agentes utilizaram faixas e cartazes demonstrando a indignação com a situação.

Em entrevista à reportagem do CadaMinuto, o presidente do Sindpol, Ricardo Nazário, contou que, desde o mês de junho de 2019, a categoria tenta abrir um canal de negociação com o Estado por meio da Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag).

“Em setembro foi quando ocorreu a primeira reunião após um ato público por parte do Sindpol, na Seplag. Após isso, tivemos apenas duas reuniões, sendo a última em novembro, quando ficou acordado um calendário para 2020 para tratar do piso salarial e outros pontos de pautas da categoria”, disse ele.

Tentativas de acordo

Ainda segundo Nazário, um dos acordos foi descumprido pela secretaria, que teria acordado não abranger apenas os delegados no serviço voluntário de plantão, mas também os agentes de polícia e escrivães. “Para a surpresa da categoria, no final de dezembro, o governador enviou à ALE o SVP só para os delegados. Isso revoltou a categoria. A gente se sentiu traído”, alegou.

Questionado sobre os efeitos de uma possível greve, o presidente do Sindpol disse que, caso a categoria decida parar, apenas os casos de flagrante delito serão atendidos. Dessa forma, os Termos Circunstanciados de Ocorrências (TCO’s), os boletins de ocorrência e os mandados de prisão ou de busca e apreensão serão paralisados.

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