4 de outubro de 2020 é o dia das eleições municipais. Em Maceió o que está certo é que teremos um novo prefeito e mais 4 vereadores, totalizando 25.

Dois grupos dominam os bastidores e por mais que falem, especulem e criem fantasias absurdas, haverá polarização entre os dos chefes do Executivo (Estadual e Municipal) – diga-se Renan Filho e Rui Palmeira.

Como o pensamento de ambos também já está em 2022, quando o governador vai tentar virar senador e o prefeito governador, dificilmente os dois jovens adversários abrirão espaço para o surgimento de uma terceira força.

Para a capital quem mais se aproxima é JHC e Rodrigo Cunha, mas pela conjuntura partidária é difícil que os dois estejam no mesmo palanque. Na política profissional amizade e desejo sucumbem pela necessidade. Também nesse aspecto Renan Filho e Rui Palmeira não abrirão espaço para mais um degrau de Marcelo Victor, majoritário na ALE, nem para Arthur Lira, que tem entre seus planos governar o Estado, a partir de 2023. Para ele, tudo depende da combinação de resultados em Brasília.

Conjunturas à parte, há exatos 10 meses das eleições municipais ganha força a aliança de Rui com Ronaldo Lessa, em harmonia com o núcleo duro do PSDB.

Falta pouco, mas tem muito para acontecer. A demora é estratégica, mas perde o eleitor, que não tem como antecipar dúvidas. Perde, também, porque as especulações vêm acompanhadas de ataques baixos, que confundem o desatento e apolítico eleitor

É antigo e continua decisivoA política ama a traição, mas abomina o traidor

Essa premissa fará toda diferença, de agora até depois do carnaval, quando o circo começará a produzir espetáculos diários.