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“Favelas do Vergel deveriam ser visitadas principalmente pela elite deste país”, diz Luciano Huck

Luciano Huck esteve em Alagoas e visitou favelas na orla lagunar de Maceió

O apresentador da rede Globo de televisão e empresário, Luciano Huck, disse em um artigo publicado nesta quarta-feira (01), no jornal Folha de São Paulo, que as favelas da região do Vergel do Lago — Mundaú, Sururu de Capote, Torre, Peixe e Muvuca —, localizadas na parte baixa de Maceió, deveriam ser visitadas por todos, principalmente pela elite inerte deste país. 

Intitulado como ‘A Cura’, o artigo traz relatos de situações de famílias que vivem às margens da linha da pobreza e que enfrentam diariamente o preconceito e a fome no país. 

Huck destacou que ao caminhar pela orla lagunar de Maceió, ao lado de Carlos Jorge, presidente do Instituto Manda Ver, que atende famílias da região, o seu único registro de ter andando por algo semelhante a realidade daquelas famílias foi quando ele conheceu a maior favela da capital do Haiti, a meros 40 minutos de voo da Flórida.

“A realidade imediata era mais grave. Meu único registro de algo semelhante remetia à visita que fiz anos antes à Cité Soleil, a maior favela de Porto Príncipe, capital do Haiti. Na época, saí de lá convencido de que a humanidade não havia dado certo. Como era possível pessoas viverem naquela condição a meros 40 minutos de voo da Flórida?”, questionou.  

O global explicou em seu texto que a maior parte da comunidade vive da cadeia produtiva do sururu, um tipo de marisco e que o duro trabalho rende míseros R$ 0,50 por quilo. 

Huck afirmou que deixou a Favela do Mundaú com a cabeça fervendo. “Ninguém pode se sentir rico no Brasil enquanto houver tanta pobreza por aí”.  

O artigo traz ainda a informação de que poucas semanas se passaram desde a visita de Luciano, e que agora cerca de 7.000 cidadãos das favelas de Vergel do Lago já estão sem renda, devido ao fechamento de hotéis restaurantes que comprar o sururu para o consumo de seus clientes. “De lá já me chegam relatos de fome e desespero”, finalizou.

cadaminuto

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