“Esse caso vai ficar marcado para mim. Ele chegou como um suicídio, trazido pelos próprios peritos. De repente, juntando o laudo preliminar do perito e o laudo tanatoscópico do IML, além de perícias e testemunhas, não tinha como negar que se tratava de um homicídio qualificado. Ele é muito frio, tem uma frieza no olhar. É daquelas pessoas que puxam sua energia”, afirma a delegada.
A delegada disse também que os depoimentos do homem ajudaram a esclarecer o caso. Ainda segundo Lídia Barci, o acusado morava sozinho com a mãe e vizinhos relataram casos de violência doméstica.
“Ele disse ‘fui dormir e ela amanheceu morta, usou o cadarço do meu tênis para se matar’. Aí começou a primeira contradição, porque o corpo estava com o cinto dele, que ele tirou da própria calça e estrangulou a mãe. Inclusive, tem uma costela quebrada dela, porque ele provavelmente colocou o joelho, forçou e fez o estrangulamento”, declara a delegada.
A polícia informou que o homem negou ter praticado o crime. Ele afirmou à corporação que era usuário de drogas. “Ele disse que tinha fumado crack no dia anterior e e recebemos relatos de uma possível esquizofrenia, embora não haja nenhum laudo no inquérito”, explica Lídia Barci.
Em audiência de custódia, o homem teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva e foi encaminhado ao Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife.