O MDB não tem nome. O PSDB, DEM, PP e PT, também.
Pois bem, e como será a eleição para prefeito de Maceió, que serve como exemplo para a maioria dos municípios do Estado? Será, como tem sido há décadas, por meio da arrumação.
Explico:
Quando os caciques não conseguem “criar” um nome para chamar de seu, utilizam artifícios genéricos para chegar lá e permanecer no poder.
Vamos ao caso de Maceió:
O PSDB tem, em tese, dois nomes que podem disputar o pleito encabeçando a chapa: Kelmann Vieira (presidente da Câmara) e Eduardo Canuto (vereador licenciado e secretário de Governo do prefeito Rui Palmeira). São bons nomes, diga-se de passagem, mas até agora não conseguiram se posicionar como opções viáveis. Brigam, na verdade, pela vaga de vice.
O MDB não tem nome. É fato.
O DEM não tem nome. Também é fato.
O PT não tem nome. Vai, como nos velhos tempos, de gaiato no navio.
O PP tem uma bolha sendo trabalhada, mas Davi Davino Filho é uma isca para abrir espaço para sua mãe, tida como o cérebro do eficaz “serviço social” que garante a vida política de pai e filho na ALE e Câmara da Capital.
Na escala das possibilidades vêm o PSB, com JHC, o PDT, com Ronaldo Lessa e o Podemos, com Alfredo Gaspar de Mendonça. Se o mundo não girar no sentido anti-horário (lembrando que tudo é possível), o futuro prefeito de Maceió será um deles.
2º PASSO
Passado o período de definição dos cabeças de chapa entra a articulação dos partidos para indicar o vice, que nem sempre é o melhor posicionado ou o mais indicado. Ele nasce fruto da perda pela não indicação do candidato majoritário.
Neste quesito alguns vices são passageiros que não conseguiram vaga no Fiat 500 – aquele carrinho da Fiat que só cabe duas pessoas, neste caso o candidato e o vice. Quem sobra, geralmente, vira opção para outra chapa.
3º PASSO
No meio desse imbróglio os partidos nanicos aparecem como determinantes para as composições. Todos sabem que ter o controle de um partido de aluguel é – na maioria dos casos – mais vantajoso que ser mandatário. E nem precisa prestar contas com a justiça eleitoral.
RESUMO DA ÓPERA
O espetáculo sempre termina com o pleito negociado, de cabo a rabo. É assim que os pequenos partidos conseguem fazer grandes negócios com efeito imediato após a assinatura do contrato.
Só que a fatura – PARA O ELEITOR – vem depois. Ontem o TSE decidiu que candidatura laranja para fraudar a cota mínima de mulheres levam à cassação de toda a chapa. É um golpe no sistema, mas há outras dezenas de maneiras de fazer neston (esquema).
PENSAMENTO DO DIA
Pequenas empresas se tornam grandes negócios quando resolvem os problemas dos clientes – a sociedade. No caso dos partidos políticos o cliente é o candidato. Aí está a diferença.
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