AO VIVO
CARREGANDO... WEB RÁDIO JUVENTUDE
AO VIVO
CARREGANDO... WEB RÁDIO JUVENTUDE
AO VIVO
CARREGANDO... WEB RÁDIO JUVENTUDE

União prolonga permanência das Forças Armadas em Roraima

Presença de militares no estado foi autorizada no fim de agosto para garantir a segurança na capital Boa Vista e em Pacaraima

Agentes das Forças Armadas vão permanecer até o dia 30 de outubro em Roraima. A decisão de prolongar a permanência do Exército foi publicada quarta-feira (12), no Diário Oficial da União.

A presença das Forças Armadas no estado foi autorizada no fim de agosto para garantir a segurança de brasileiros e venezuelanos na capital Boa Vista, e em Pacaraima, município que faz fronteira com a Venezuela e registrou casos de violência contra os refugiados.

Outra medida para amenizar a situação foi o envio de mais de 200 venezuelanos que estavam em Boa Vista para Canoas, no Rio Grande do Sul. A cidade receberá um repasse de R$ 1,2 milhão do Ministério do Desenvolvimento Social para ajudar no custeio do sistema de acolhimento pelos próximos seis meses. A cidade gaúcha de Esteio também receberá um grupo de venezuelanos.

Um dos fundadores do Instituto de Reintegração do Refugiado (Adus), Marcelo Haydu, ressalta que o governo e o próprios povo brasileiro tem papel fundamental no acolhimento dos venezuelanos.

“A sociedade deve ter consciência de que essas pessoas não estão vindo para cá porque querem. O refúgio é uma migração forçada. Essas pessoas são obrigadas a saírem dos seus países de origem por uma questão de perseguição ou de violação dos direitos humanos. O Brasil tem condições sim, além da obrigação moral e legal para receber algumas dessas pessoas, e de tentar possibilitar a condição mínima para essas pessoas retomarem sua vida de maneira digna.”

As tensões na região Norte se intensificaram com a chegada dos venezuelanos, que fogem da crise política e econômica que atinge o país vizinho.

Entre os episódios que justificam a presença das Forças Armadas, está a do espancamento de um comerciante brasileiro, supostamente agredido por venezuelanos em Pacaraima. O caso gerou revolta na população local, que expulsou os imigrantes e ateou fogo em seus pertences no mês passado.

Reportagem, Raphael Costa

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *