Os especialistas estão divididos sobre o perfil das eleições deste ano. A dúvida está na astúcia dos políticos, que não poderão justificar o financiamento privado de suas campanhas.
Acostumados a bancar a estrutura com dinheiro ilícito, via caixas 1, 2, 3 etc e propina em forma de declaração oficializada junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o modus operandi das próximas eleições é uma incógnita para a Justiça.
De olho
O Ministério Público Eleitoral já investiga uma série de denúncias que podem minar campanhas “gastosas” em Alagoas. É simples de perceber que algo está fugindo da normalidade, quando um candidato do Sertão banca uma estrutura na região Norte, outra na zona da Mata e até em Maceió. Ou da capital entrando com todo gás em Arapiraca, no Sertão, Agreste e nos extremos do Estado.
Velhos conhecidos
Nas urnas haverá muitos nomes “novos” (filhos, netos, irmãos, sobrinhos e até esposas de raposas velhas da política) que surgem como favoritos em suas coligações, a maioria arrumadas justamente para favorecer quem oferecer mais.
As candidaturas ainda nem estão confirmadas, mas o Estado de Alagoas está totalmente sitiado pelos acordos políticos.
A pergunta que não quer calar é: de onde vem o dinheiro que está bancando as ‘campanhas eleitorais’?
