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O TESOURO DOS DENTES DE LEITE

dente-de-leite

Quem poderia imaginar ha décadas atrás que o dente de leite, famoso por ser moeda de troca com a fada, seria hoje fonte de células-tronco que representam neurônios, células hepáticas e cardíacas – um verdadeiro tesouro.

“Os estudos relacionados às células-tronco extraídas da polpa do dente de leite estão bastante avançados. Estão sendo alvos de pesquisa como elemento para tratamento efetivo de câncer, doenças cardíacas, Alzheimer, diabetes e má-formação. Servem para entender como essas doenças funcionam, para desenvolver modelos diferentes de tratamento e criar drogas mais efetivas”, afirma José Ricardo Muniz Ferreira, presidente da R-Crio, Centro de Tecnologia Celular, de Capinas – São Paulo, especializado em armazenar as células-tronco dos dentes de leite.

Assim como ocorre no sangue do cordão umbilical, estudos recentes mostram que as polpas destes dentinhos contêm células-tronco com potencial de serem ainda mais úteis. A principal vantagem das células-tronco dos dentes de leite em relação às do cordão umbilical está em sua versatilidade: diferentemente destas últimas, que só podem ser utilizadas para produzir células sanguíneas, as encontradas no interior dos dentes podem virar novas células de osso, de tecido cardíaco ou nervoso, músculo, gordura e até cartilagem, com grande capacidade de autorrenovação.

Para extrair o “tesouro”, é necessário acompanhamento com o dentista. Somente o profissional poderá avaliar quando deverá ocorrer a extração para coletar o material sem perda. “O dente tem que estar próximo de ficar mole e é preciso ver como está a absorção da raiz. Fazendo toda essa avaliação, um dentinho só é suficiente”, explica Fabio Bibancos, cirurgião-dentista especializado em Odontopediatra, Ortodontia e Mestre em Saúde Coletiva.

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Odontóloga Karine Leite (à direita)

“Outra boa notícia é que sua coleta e congelamento são feitos em um processo bem mais simples e acessível do que o realizado no momento do parto, com várias oportunidades durante todo o período de troca dos dentes de leite, que vai dos 6 aos 12 anos de idade”, explica a cirurgiã-dentista Karina Leite, que acaba de ser a primeira a trazer a técnica a Alagoas.

Existe um passo a passo que deve ser seguido, e o tempo entre a extração do dente e a chegada dele no laboratório se dá em 48h. Geralmente, chegam entre 7 a 15 células do dente, que são preservadas e multiplicadas em até 7 milhões. Elas podem ser armazenadas por tempo indeterminados até precisarem ou não ser utilizadas.”

Esse processo de coleta deve ser feito no consultório de um dentista especialmente capacitado para preservar seu valor e evitar contaminação (já que a boca humana contém mais de 500 espécies de bactérias), obedecendo a um rigoroso protocolo de armazenamento para que o material chegue a São Paulo, onde será realizada a extração de sua polpa. Após uma série de testes e procedimentos de isolamento e multiplicação, as células seguem para a etapa de criopreservação, ficando depois armazenadas em temperaturas que chegam a quase 200º C negativos.

“Trata-se de um investimento para o futuro da saúde dos filhos. Apesar de ainda não sabermos o total potencial destas células, as pesquisas neste sentido estão avançando muito rapidamente”, completa Karine Leite Baía Fernandes, que se formou em Odontologia pela Universidade Federal de Alagoas, em 1998. A odontóloga tem vários títulos no currículo, entre eles o de especialista em Prótese Dentária e Reabilitação Oral pela Associação Brasileira de Odontologia Secção Bahia e médica dentista pela Universidade de Lisboa.

Fontes – http://www.dgabc.com.br/ – http://institutokarinaleite.com.br/

 

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