EUA aprovam injeção semestral para prevenção do HIV com eficácia de até 99,9%

Novo medicamento promete proteção de 99,9% contra o vírus do HIV, mas alto custo pode dificultar acesso global

A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, aprovou nesta quarta-feira (18) o uso do Yeztugo, uma injeção semestral desenvolvida pela Gilead Sciences para a prevenção do HIV. O medicamento, que utiliza o princípio ativo lenacapavir, apresentou eficácia superior a 99,9% em testes clínicos e promete revolucionar a prevenção da doença, oferecendo uma alternativa mais prática à profilaxia pré-exposição (PrEP) oral diária.

Indicado para adolescentes e adultos sexualmente ativos, o tratamento atua como um inibidor do capsídeo do vírus, impedindo sua replicação. Em dois grandes estudos, um com mulheres na África Subsaariana e outro com homens e pessoas de gênero diverso, o lenacapavir demonstrou proteção quase total contra o HIV.

Apesar dos resultados promissores, o alto custo do medicamento — estimado em até US$ 25 mil por ano — pode limitar seu acesso. Especialistas pressionam por reduções de preço e versões genéricas. A Gilead já firmou acordos com fabricantes para produzir versões acessíveis em 120 países de baixa e média renda.

O Brasil participou dos testes clínicos, mas ainda não há previsão para a liberação do uso do medicamento pela Anvisa. O Ministério da Saúde defende uma aliança global para viabilizar o acesso ao tratamento em países com menos recursos.

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