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Militares do Exército denunciam abusos sexuais e tortura no 59º BIMtz em Maceió

Soldados relatam agressões filmadas e omissão institucional; Ministério Público Federal assume investigação

Soldado Pablo Vince

Nesta sexta-feir, 10, dois militares do Exército Brasileiro formalizaram denúncias gravíssimas de abuso sexual, agressão física e tortura ocorridas dentro do 59º Batalhão de Infantaria Motorizada (59º BIMtz), no bairro do Farol, em Maceió.

Em entrevista à TVPajuçara, o soldado Pablo Vince, uma das vítimas, relatou que os crimes aconteceram no segundo semestre do ano passado e envolvem práticas como abusos enquanto soldados dormiam e imobilizações forçadas. O caso, agora está sob investigação do Ministério Público Federal (MPF).

Relatos de horror no alojamento
As denúncias detalham um ambiente de violência e humilhação. Segundo o advogado das vítimas, Alberto Jorge, os ataques foram brutais.

Em um dos episódios, um soldado foi abusado sexualmente enquanto dormia, com o ato sendo gravado em vídeo por outros militares. Em outro caso, a vítima foi despida, imobilizada e jogada em uma câmara fria.

“O fato precisa ser devidamente apurado e os responsáveis precisam ser responsabilizados. Passaram o pênis no rosto de um soldado dormindo, pegaram outro soldado, jogaram em uma câmara fria e retiraram suas roupas”, afirmou o advogado Alberto Jorge.

Acusações de missão e coação
Em seu depoimento o soldado Pablo Vince quebrou o silêncio e disparou contra a conduta da instituição. O militar alega que o Exército Brasileiro foi omisso na condução das investigações internas e que sofreu graves ameaças para não levar o caso adiante.

Vince afirma que foi coagido a se calar e que, devido ao trauma e às pressões, precisou de afastamento para tratamento psicológico e psiquiátrico.
A decisão de recorrer ao MPF ocorreu após as vítimas e a defesa demonstrarem insatisfação com a sindicância aberta pelo Exército, sustentando que os agressores continuam na ativa e sem punição.

Posicionamento institucional
As vítimas Pablo Vince e Robson Guilherme seguem afastadas de suas funções no batalhão. O Exército Brasileiro foi procurado para se manifestar sobre as graves acusações de abuso, omissão e coação, mas, até o momento, não enviou resposta oficial.

O espaço permanece aberto para o posicionamento da instituição.

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