Nasa divulga imagens da expansão de supernova nos últimos 25 anos. Veja vídeo

Expansão de supernova é essencial para a formação de novas estrelas e planetas. Time-lapse feito por telescópio da Nasa mostra imagens raras

Cientistas da Nasa divulgaram imagens inéditas, feitas em time-lapse nos últimos 25 anos, da expansão de restos deixados pela supernova SN 1604, uma estrela descoberta em 1604 pelo astrônomo Johannes Kepler. As imagens divulgadas nessa terça-feira (6/1) foram feitas pelo Observatório de raios-X Chandra, um telescópio espacial da agência espacial norte-americana.

Supernova é o nome dado à explosão extremamente brilhante de uma estrela no fim da vida, deixando restos pelo espaço, como nuvens de gás e poeira. De acordo com os especialistas da Nasa, os remanescentes estelares são essenciais para a formação de vida no ambiente espacial.

“As explosões de supernovas e os elementos que elas lançam no espaço são a força vital de novas estrelas e planetas. Compreender exatamente como elas se comportam é crucial para conhecermos a nossa história cósmica”, aponta Brian Williams, do Centro de Voos Espaciais Goddard da Nasa e investigador principal das observações do Chandra, em comunicado.
Proximidade da supernova com a Terra
A detecção do material só foi possível devido ao brilho intenso em raios X emitido pelas remanescentes da supernova — a especialidade do Chandra é enxergar esse tipo de luz no espaço.

Os restos da estrela estão a apenas 17 mil anos-luz da Terra, considerado relativamente perto em termos astronômicos. Isso permitiu realizar imagens mais detalhadas dos detritos e alterações deles com o passar do anos.

No time-lapse realizado durante 25 anos, foram utilizados dados de raios X de 2000, 2004, 2006, 2014 e 2025.

Além da expansão dos remanescentes, o vídeo tinha como objetivo mostrar como o processo ocorre de maneiras distintas a depender da densidade do gás: enquanto as partes mais rápidas dos restos estão viajando pelo espaço a cerca de 22,2 milhões de km/h (parte inferior da imagem), as mais lentas se movem a aproximadamente 6,4 milhões de km/h.

As ondas de choque da explosão também foram analisadas. A medição da largura e velocidade de deslocamento da parte responsável por ser a “linha de frente” da detonação estelar traz mais informações sobre o evento e o entorno dele.

O registro da expansão é uma forma de compreender melhor um processo essencial para a formação de novas estrelas e planetas no espaço. “É notável que possamos observar os restos dessa estrela despedaçada colidindo com material já lançado ao espaço”, exalta a pesquisadora Jessye Gassel, responsável por liderar o trabalho.

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