O ex-lateral-direito da Seleção Brasileira e de grandes clubes como Barcelona e São Paulo, Daniel Alves, sofreu um revés importante em sua batalha jurídica contra o Pumas do México, seu último clube como profissional. Em decisão divulgada nesta quinta-feira (18), o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) ratificou a rescisão contratual por justa causa, encerrando a possibilidade de que o jogador recebesse os valores referentes aos salários restantes do seu contrato com o clube mexicano.
A disputa teve início após a prisão de Dani Alves, em janeiro de 2023, por acusações de crimes sexuais. O Pumas, em razão dos acontecimentos envolvendo o jogador, optou pela rescisão de contrato, o que foi posteriormente contestado pelo atleta. Daniel Alves alegou que a rescisão foi unilateral e injusta, e, por isso, buscava judicialmente o pagamento dos valores que ainda seriam devidos até o fim do vínculo.
A decisão do TAS veio em sentido contrário ao entendimento anterior da Câmara de Resolução de Litígios da FIFA, que havia determinado que o Pumas pagasse uma indenização significativa a Alves em 2024. No entanto, o tribunal arbitral considerou que o motivo da rescisão, decorrente da prisão do jogador, justificava a quebra do contrato por justa causa.
Agora, com o fim da disputa, Alves terá que rever suas expectativas quanto à indenização, enquanto o Pumas celebra a vitória jurídica que reforça sua posição no caso.
A decisão também pode ter implicações futuras para o futuro jurídico de Daniel Alves, que ainda enfrenta diversos desafios relacionados ao seu comportamento fora dos campos.

