Nível dos rios preocupa Defesa Civil no Litoral Norte de Alagoas

Rios Maguaba e Santo Antônio seguem acima da cota de transbordamento; previsão é de mais chuvas nos próximos dias

Rio Manguaba. Foto: Arquivo

A Defesa Civil de Alagoas segue monitorando com atenção os níveis dos rios no Litoral Norte do estado, especialmente nos municípios de Porto Calvo e São Luís do Quitunde. De acordo com o Major Douglas Gomes, chefe da seção de desastres da Defesa Civil estadual, os rios Maguaba e Santo Antônio ainda estão acima da cota de transbordamento.

“O Rio Maguaba em Porto Calvo continua em transbordamento, assim como o Santo Antônio, em São Luís do Quitunde. Ontem à noite, o Santo Antônio estava 69 cm acima da cota. Hoje baixou um pouco, mas ainda está 65 cm acima. É um rio que preocupa porque demora para baixar o nível”, explicou o major em entrevista nesta quarta-feira (6).

Apesar da situação, ainda não houve necessidade de remoção de moradores nas áreas de risco. As prefeituras dos municípios afetados já colocaram em prática os planos de contingência e disponibilizaram escolas como abrigos preventivos. “Estamos em contato constante com as Defesas Civis municipais. Até agora, ninguém precisou ser retirado, mas tudo já está preparado caso seja necessário”, disse.

O Major Douglas também destacou que, por já estarem acostumados com a cheia dos rios, muitos moradores das áreas mais próximas construíram calçadas mais altas como medida preventiva. “Eles resistem enquanto o nível da água permite. Quando não há mais o que fazer, acabam saindo”, afirmou.

Além do Litoral Norte, há monitoramento em outras regiões. O Rio Camaragibe, em Passo de Camaragibe, também está com nível elevado. Já o Rio Jacuípe, que historicamente transborda, não atingiu a cota este ano devido à dragagem realizada pela prefeitura, segundo o major.

Sobre os rios Paraíba e o Mundaú, o chefe da Defesa Civil informou que estão com metade da capacidade, mas com forte velocidade de escoamento. Ele alertou que não há risco de transbordamento no momento, mas pediu que a população evite contato com os rios. “Se as chuvas voltarem, esses rios podem subir rápido, porque a região tem muitas rochas e pouca absorção da água.”

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *