Homem é executado a tiros após ser capturado por grupo armado no litoral Norte de Alagoas

Vítima foi amarrada e assassinada em área rural de São Miguel dos Milagres; Polícia investiga possível envolvimento do tráfico

Foto: Prefeitura de Milagres

Um homem foi brutalmente assassinado na tarde desta segunda-feira (28), na zona rural do município de São Miguel dos Milagres, no Litoral Norte de Alagoas. O crime ocorreu na região conhecida como Fazenda Jubileu, a cerca de 90 quilômetros de Maceió, e chamou a atenção pela violência e pelo possível envolvimento de organizações criminosas.

De acordo com informações repassadas por moradores à Polícia Militar, a vítima foi abordada por um grupo de aproximadamente nove homens armados. Ele foi imobilizado, amarrado e, em seguida, executado com diversos disparos de arma de fogo. Além das perfurações, o corpo também apresentava marcas de agressões nas costas, semelhantes a lesões provocadas por chicoteamento.

A vítima foi identificada preliminarmente como Luciano, conhecido na região pelo apelido de “Sassa”. Informações extraoficiais indicam que ele era acusado de envolvimento em pequenos furtos e roubos, e que o crime teria sido uma espécie de “sentença” imposta por integrantes do tráfico local — hipótese que será analisada no curso das investigações.

Apesar de o homicídio ter ocorrido em via pública, nenhuma testemunha quis formalizar depoimento ou apontar os responsáveis. O clima de medo e silêncio predomina na comunidade, o que pode dificultar os trabalhos da polícia.

O corpo foi recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML) e encaminhado a Maceió para exames de necropsia. A Delegacia Regional de Matriz de Camaragibe, com apoio do núcleo de homicídios da Polícia Civil, ficará responsável pela condução do inquérito.

Violência e domínio territorial

O caso evidencia mais uma vez o avanço da criminalidade armada em regiões turísticas e pacatas do interior de Alagoas, onde grupos ligados ao tráfico têm exercido domínio sobre comunidades inteiras, promovendo “tribunais paralelos” e execuções extrajudiciais com base em acusações que sequer passam pelo crivo do Judiciário.

A Secretaria de Segurança Pública ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso até o momento da publicação desta matéria.

Homem foi perseguido, amarrado e morto a tiros

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