Governo de Alagoas avança em acordos com a Educação, mas reajuste salarial ainda trava consenso final

Estado garante série de conquistas para profissionais da educação, enquanto percentual de reajuste segue em debate com o Sinteal

Outro ponto atendido é a divisão dos recursos do antigo Fundef. Foto: Arquivo Agência Alagoas

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O Governo de Alagoas e os trabalhadores da Educação avançaram significativamente nas negociações que buscam encerrar o impasse iniciado com a paralisação da categoria. Em uma pauta extensa, diversos pontos foram atendidos pela gestão estadual, evidenciando uma tendência de diálogo produtivo — mas ainda há uma divergência central: o percentual de reajuste salarial para 2025.

Entre os avanços já consolidados, destacam-se medidas de impacto direto na valorização da categoria, como o aumento de 50% no adicional para servidores em áreas de difícil acesso e o reajuste no auxílio-alimentação, retroativo a janeiro deste ano. A Seduc também autorizou a quebra de interstício para progressões por titulação (mestrado e doutorado), além de anunciar um novo concurso público, com posse prevista para janeiro de 2026, e um concurso de remoção interno.

Outro ponto considerado histórico foi o direcionamento de R$ 30 milhões oriundos de recursos residuais do antigo Fundef, que serão distribuídos a servidores que atuaram entre 1998 e 2006.

Apesar dos avanços, o ponto de maior tensão permanece sendo o reajuste salarial. O governo já sancionou um aumento de 4,86%, correspondente à inflação de 2024, mas o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal) reivindica um percentual de 6,3%, argumentando defasagem acumulada e possibilidade de complementação com recursos do Fundeb.

Segundo a secretária de Educação, Roseane Vasconcelos, o principal obstáculo para a concessão do percentual extra está relacionado aos impactos financeiros entre servidores ativos (custeados pelo Fundeb) e inativos (pagos pelo Tesouro Estadual). “Reajustes diferenciados podem comprometer a estabilidade fiscal e abrir precedentes para outras categorias”, explicou.

Diálogo político e compromisso social

Com a mediação do deputado estadual Ronaldo Medeiros (PT), as negociações ganharam novo fôlego. Medeiros destacou o comprometimento do Executivo em atender a maior parte da pauta e pediu “diálogo e bom senso” na reta final.

Além das reivindicações ligadas à paralisação, o governo vem executando uma série de outras ações estruturais na rede pública estadual. Só neste ano, mais de mil profissionais foram contratados para atuar na Educação Especial, 12 novas escolas foram entregues e 47 ônibus escolares (entre veículos novos e recuperados) reforçaram a frota da Seduc.

Perspectivas

A expectativa agora gira em torno da definição do índice de reajuste final. Enquanto isso, o governo reforça que as decisões seguirão orientadas pelo equilíbrio fiscal e pela continuidade da valorização dos profissionais da educação.

Já o Sinteal mantém a mobilização da categoria e aguarda uma nova rodada de negociações para decidir os rumos do movimento.

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