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Família de italiano morto por PM em Marechal chega ao Brasil

Fábio Campagnola vivia há dez anos em Marechal Deodoro e foi morto a tiros na porta da sorveteria de sua propriedade.

Fábio Campagnola

A família do empresário Fábio Campagnola saiu da Itália e chegou a Alagoas para acompanhar de perto as investigações e processo do assassinato do italiano, que foi morto a tiros no Francês, em Marechal Deodoro, pelo policial militar José Pereira da Costa. O crime ocorreu no dia 3 de janeiro deste ano.

O irmão do italiano, Niccola Campagnola, demonstrou emoção ao falar de Fábio. “Fiquei sem chão. É como se tivessem tirado um pedaço do meu coração”, afirmou. Ele ainda disse em entrevista à imprensa: “Meu irmão era irmão e amigo. Não tenho como explicar o que aconteceu”, desabafou.

Fábio Campagnola vivia há dez anos em Marechal Deodoro. Era casado com uma alagoana e tinha dois filhos. Há nove anos ele mantinha uma sorveteria, local onde morreu. Ao longo de uma década, o italiano nunca voltou para a Itália, mas os parentes já se organizavam para passar as férias em Alagoas, até que o crime ocorreu.

“Pegaram o primeiro voo disponível para chegar aqui e fazer todos os procedimentos para não deixar eu e meu irmão sozinhos”, afirmou uma dos filhos de Fábio, Dario Campagnola.

O advogado italiano da família de Campagnola, Cláudio Falleti, falou que irá acompanhar o caso mesmo estando na Itália. Parentes do italiano também contrataram um advogado alagoano para defender os familiares. Falleti afirmou que a morte do empresário “não é uma simples legítima defesa, mas uma execução a sangue frio”.

“Quero muito contribuir com esse caso, mesmo estando na Itália. Quero deixar claro que a morte de Fábio não é uma simples legítima defesa, mas um verdadeiro homicídio, uma execução a sangue frio. É um absurdo que, com imagens bem claras, fornecidas pelas câmeras de segurança, se fale em legítima defesa. Nós vamos lutar para receber justiça, e achamos indispensável que o responsável por esse homicídio seja preso, que não seja solto para a segurança dos familiares. Além disso, o autor é uma pessoa extremamente perigosa”, afirmou o advogado em entrevista à imprensa.

“Não tem nenhum momento plausível que possa dizer que foi legítima defesa porque você não atira duas vezes. O segundo tiro foi dado nas costas, em um homem no chão e desarmado”, contesta Dario.

José Pereira da Costa está preso preventivamente. Ele se entregou à polícia dois dias depois do assassinato. Antes dele, a esposa, Karla Kassiana Vanderlei Warumby Cavalcanti foi presa em flagrante, passou por audiência de custódia, e teve a prisão preventiva decretada.

A morte ocorreu após uma discussão entre o italiano e o casal. A confusão foi motivada por um carrinho de churros. Segundo investigação policial, os dois queriam colocar o equipamento na porta da sorveteria de Fábio, que se recusou a autorizar.

O crime foi registrado em vídeo. Fábio Campagnola morreu no local, antes de receber socorro médico.

gazetaweb

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