Uma operação deflagrada nesta quarta-feira (4) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em Alagoas e em 13 estados, além do Distrito Federal, com o objetivo de combater a prática de crimes de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes, praticados na internet. Três pessoas foram presas, em Maceió.
A ação em Alagoas foi coordenada pela delegada Adriana Gusmão e teve a participação do delegado Fabrício Nascimento, do Núcleo de Inteligência (NI) da Delegacia Geral da Polícia Civil, além de policiais civis da Delegacia Especializada dos Crimes Contra a Criança e o Adolescente (DECCA), da Gerência de Polícia Judiciária da Região 1 (GPJ1), do NI da Delegacia Geral, da Operação Policial Litorânea (Oplit), Asfixia e peritos do Instituto de Criminalística (Perícia Oficial).
De acordo com a delegada Adriana Gusmão, as prisões foram feitas nos bairro do Farol, Conjunto Graciliano Ramos – bairro Cidade Universitária, e no bairro Santa Lúcia, onde foram detidos, respectivamente, um funcionário da Caixa; um guarda municipal da Capital e um estoquista de uma empresa farmacêutica.
Na residência do funcionário da Caixa, foram apreendidos dois HDs externos, dois pen drives, dois cartões de memória, e 1 notebook; na casa do guarda municipal, foram apreendidos 1 aparelho celular, quatro HDs e 1 pen drive; e na casa do estoquista também foi apreendido material também de informática.
Os suspeitos, de acordo com a investigação, armazenavam mídias com pornografia infantil nos computadores e compartilhavam pela internet. Nos três casos, o crime foi confirmado pela perícia.
“As famílias precisam monitorar o que as crianças usam na internet, mas o crime é feito por um adulto, que armazena e busca crianças e adolescentes, por gostar desse tipo de imagem e desse tipo de conduta”, completou.
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A operação
A operação Luz na Infância 5 envolveu 656 policiais. A assessoria de comunicação do Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que agentes de aplicação da lei de seis países cumpriram, simultaneamente, mandados de busca e apreensão. Os alvos foram no Brasil, Chile, Panamá, El Salvador, Equador, Paraguai e Estados Unidos.

