Entrando na onda de uma campanha publicitária com fins que suscitam algumas dúvidas, resolvi também emitir a minha opinião sobre o que desejo para meu país.
Eu quero um Brasil que se torne uma nação, se não totalmente livre da corrupção, mas que ao menos possa viver em níveis suportáveis dos desvios de recursos, permitindo assim o desenvolvimento concomitante com uma educação de boa qualidade, uma saúde extensiva a todos os níveis da população e com uma redução da violência para propiciar aos brasileiros o ir e vir tranquilo.
Creio que deveríamos ainda apontar o que achamos necessário para que possamos alcançar um país justo, progressista e em pleno desenvolvimento. Indubitavelmente é difícil de se apontar um caminho.
Num país onde temos um legislativo que ganha fábulas em salários e os parlamentares se preocupam mais com as cotas complementares para passagens aéreas, telefonia, serviços postais, alimentação, hospedagem, despesas com locação ou fretamento de aeronaves, veículos automotores, embarcações, serviços de táxi, pedágio e estacionamentos, passagens terrestres, marítimas ou fluviais, combustíveis e lubrificantes, serviços de segurança, consultorias e complementação do auxílio-moradia, trabalhos técnicos e ainda a divulgação da própria atividade parlamentar, entre outras benesses;
Num país onde o judiciário, que já usufrui de salários astronômicos, e que permanecem como uma caixa-preta ainda percebem benefícios como auxílio-moradia, auxílio-alimentação e gratificações por acúmulo de varas, além do auxílio-saúde, desembolsos por produtividade, gratificação por cargos de direção e comissão especial, por serem juízes auxiliares, “Bolsa Pesquisa”, e “ajudas de custo” para se instalarem em outras cidades. E não fica por aí, pois ainda existem os abonos constitucionais;
Isso tudo sem falar dos salários, abonos, gratificações e outras vantagens previstas em lei destinadas aos membros do executivo, que nem caberia enumerar, não tem muito o que ser feito.
Além dessas aberrações podemos salientar a gritante inversão de valores ao se verificar que, em um único mês foram registrados 688 tiroteios e após decretada Intervenção Federal os doutos “especialistas em segurança pública” afirmam que a medida é dura demais e ineficaz.
Podemos salientar o absurdo de a morte de um pivete gerar mais repercussão na mídia do que a morte de 134 policiais em um único ano.
Ainda podemos citar que muitos artistas participam de movimentos públicos pela paz nas favelas, mas por trás das câmeras se fartam do pó fornecido pelo traficante que aterroriza a favela.
E com relação às escolas de samba patrocinadas pelo tráfico, pelo crime organizado e pelas milícias, fazerem desfiles dando lição de moral contra a corrupção, e todos as aplaudem e a mídia as enaltece.
Ainda podemos salientar que um país onde a mídia faz uma verdadeira lavagem cerebral na população incutindo a imagem de uma Polícia truculenta e que cadeia não é solução, quando paralelamente os desempregados são assaltados e o crime organizado ostenta armas de guerra que nem o exército utiliza.
Qual seria a solução se não começar a mudança por cada um de nós, adotando atitudes corretas, honestas e probas nos mais simples e corriqueiros momentos, sem querer apenas, e acima de tudo, tirar algum proveito, para poder cobrar dos demais?
Absurdo é a população achar normal comprar um telefone usado de última geração por míseros 100 reais, que só pode ter sido fruto de roubo; esta pessoa não está sendo vítima… agindo assim estaremos sendo cúmplices.
Uma população mais digna, honesta e comprometida com seus semelhantes é o que realmente desejo para meu país.