DO IMPÉRIO À REPÚBLICA

De hoje até o dia 15 de novembro, dia da Proclamação da República, publicaremos cinco artigos que retratam os acontecimentos que levaram o nosso país ao regime republicano:    I – Surgem os ideais Republicanos, 2 – A Consolidação dos ideais republicanos, 3 – A Conspiração, 4 – O Golpe, 5- A Proclamação.

 

I – Surgem os ideais Republicanos

Com a Guerra do Paraguai (1865 a 1870) estreitaram-se os laços de camaradagem e solidariedade entre os militares. Mais unidos e envaidecidos com a campanha vitoriosa, os componentes do Exército passam a cobrar da Nação um tratamento especial. Inúmeras e rápidas são as promoções de novos e antigos oficiais. Deodoro é um deles, e para explicar sua ascensão chegou a comentar: “Só tive um protetor: Solano Lopes. Devido a ele, que começou a guerra do Paraguai, está a minha carreira. ”

A Igreja Católica passa a criticar a escravatura e ainda em 1887 se manifesta oficialmente contra. As pressões são inúmeras e em 13 de maio de 1888 é decretada a Lei Áurea que expropria os fazendeiros, maior sustentáculo do Império, de seus escravos. Perdendo o elemento servil, que era a base da economia agrícola os fazendeiros passam a se opor ao Império e exigir dele indenizações.

O Centralismo do Império, que chega a concentrar cerca de 80% da renda arrecadada das províncias, provoca mais reações federalistas e até separatistas.

proc-rep-expulsaodosfazendeiros-7O Império já vinha perdendo prestígio há algum tempo. As constantes eleições fraudulentas; as reações dos militares após a guerra do Paraguai, que queriam mais direitos e maior reconhecimento; a abolição da escravidão (1888), que se por um lado agradou a muitos, por outro desagradou mais ainda boa parte dos grandes fazendeiros do Vale do Paraíba fluminense; e a resistência para implantar reformas foram questões que contribuíram para a consolidação de ideais republicanos.

Apesar desses fatores contrários ao Império, a República não era inevitável como afirmam determinadas interpretações historiográficas. A república foi uma consequência e ao mesmo tempo um golpe audacioso, envolvendo certo risco político.

Fontes de pesquisa

Fontes primárias (Jornais da época): Cidade do Rio – Biblioteca Nacional (RJ); Gazeta de Notícias – Biblioteca Nacional (RJ) / IHGB (RJ); Jornal do Comércio – Biblioteca Nacional (RJ); O País – Biblioteca Nacional (RJ)

Revista Ilustrada – Biblioteca Nacional (RJ); Tribuna Liberal: O órgão do partido – Biblioteca Nacional (RJ)

Publicações: CASTRO, Celso. A Proclamação da República. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000 / COSTA, Emília Viotti da Costa. Da Monarquia à República: momentos decisivos. São Paulo: Fundação Editora UNESP, 8ª Ed., 2007.

Sites: http://verdadesmonarquicas.blogspot.com.br/ http://imperiobrazil.blogspot.com.br/2010/08/republica-dos-estados-unidos-do-brasil.html

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