Representantes do Ministério da Saúde, associações e conselhos de saúde assinaram nesta quinta-feira (20) uma carta de compromisso que estabelece estratégias para reduzir os casos de sífilis em mulheres grávidas e bebês no Brasil. O objetivo é identificar a doença já no início do pré-natal e começar imediatamente o tratamento com penicilina.
De acordo com o Ministério da Saúde, as ações têm prazo de um ano para serem realizadas. Além do incentivo à realização do pré-natal logo nos três primeiros meses de gestação, a idéia é ampliar o diagnóstico pelo teste rápido, oferecer tratamentos oportunos às gestantes e parceiros, além de incentivar à administração de penicilina benzatina, considerada o único remédio seguro e eficaz para prevenir a sífilis congênita.
As notificações de todos os tipos de sífilis são obrigatórias no Brasil há pelo menos cinco anos. De acordo com o Ministério da Saúde, os dados do Boletim Epidemiológico de 2016 mostram que, entre 2014 e 2015, a sífilis adquirida teve aumento de 32,7 por cento, a sífilis em gestantes aumentou 20,9 por cento e a sífilis congênita aumentou 19 por cento.
Desde 2014, países de todo o mundo lidam com a escassez de penicilina benzatina, porque falta matéria-prima para a sua produção. Neste ano, o governo brasileiro adquiriu dois milhões e 700 mil frascos do remédio, em caráter de emergência. A prioridade é para mulheres grávidas e seus parceiros.
Reportagem, Bruna Goularte
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