quinta-feira, 22 de agosto de 2019
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Coronelismo, incitação à violência e recompensa para prender criminosos: A velha política mostra sua cara

A semana que passou trouxe de volta algumas amarras que pareciam ter ficado num passado não muito distante. E os exemplos partiram do chefe do Poder Executivo e de representantes do Poder Legislativo.

Deles tudo bem, afinal, com a prerrogativa de foro privilegiado os detentores do “PODER” pensam que são a lei. O preocupante mesmo é o silêncio da Ordem dos Advogados do Brasil, do Ministério Público e, claro, da população.

O episódio que envolve Renan Filho e Fernando Collor será – pode anotar – um divisor de águas com desdobramentos negativos para a imagem de ambos e, evidente, do Estado, que havia sido praticamente blindado nos primeiros quatro anos da gestão atual. As palavras fortes dirigidas ao jornalista Arnaldo Ferreira demostram, claramente, que o limite da tolerância entre ambos (Renan Filho e Fernando Collor) foi atingido. Será ruim para todos (eles e nós).

Na Assembleia Legislativa dois fatos lastimáveis tiveram pouca repercussão. Se não fosse o compartilhamento nos grupos de Whatsapp dificilmente os alagoanos estavam à procura dos criminosos que deceparam dois dedos de uma comerciante de Arapiraca, durante um assalto. O Cabo Bebeto usou a Tribuna da Casa, durante sessão ordinária, para oferecer R$ 3 mil como recompensa para quem ajudasse na captura dos dois criminosos. Rapidamente outros deputados levantaram a mão e a soma chegou a R$ 12 mil. Além de uma ação descabida, também representa um afronte à segurança pública do Estado, principal destaque do governo Renan Filho.

Já o experiente deputado Antonio Albuquerque ficou do lado de um cidadão que foi preso após incendiar uma viatura da SMTT, em protesto por ter o veículo guinchado. O parlamentar disse que o cidadão deveria ter incendiado todas as viaturas e ainda a de pessoas importantes, porque só assim chamaria mais atenção. E ainda disse que, caso o incendiário não tenha condições, ele arcará com as despesas do advogado.

Tivemos uma semana lastimável. Típica dos velhos tempos do coronelismo, da propagação da violência e da desconfiança da estrutura da segurança.

O destempero do governador ao atacar um jornalista no exercício da profissão, o silêncio do Judiciário, OAB e do próprio Estado são o que mais assusta neste momento.

Na semana do Dia dos Pais não foi um bom exemplo para passar aos filhos. 

Sai pra lá, velha política.

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