Neymar, Messi, Suárez, Cristiano Ronaldo, ex-companheiros  e amigos. Nenhum jogador ou técnico mostrou solidariedade a Daniel Alves. Outra mulher o acusa de ter tocado nas suas partes íntimas antes do suposto estupro.

Daniel Alves sempre fez questão de ser um dos jogadores mais simpáticos, amigo, nos clubes por onde passou. 

Sempre brincalhão, tocando tantã (tambor afunilado) e cantando samba ou música sertaneja, ele foi a alegria das concentrações do Bahia, Sevilha, Barcelona, Juventus, PSG, São Paulo, Pumas e seleção brasileira.

Foram inúmeros atletas que postaram fotos ao seu lado, durante anos. Neymar foi o principal.

Mas, depois da sua prisão na Espanha, acusado de estupro, não recebeu sequer uma mensagem de solidariedade. 

Ninguém quis se comprometer, apostar na sua inocência.

Há três dias, o treinador do Barcelona e ex-companheiro de Daniel Alves deu a seguinte declaração, ao analisar a prisão preventiva do brasileiro.

“Me sinto muito mal por Dani, além de surpreso e impactado por saber como ele é e como foi aqui conosco.”

Xavi foi massacrado pela imprensa mundial. E voltou atrás, há dois dias. E se desculpou.

“Quero esclarecer o que disse e que foi mal interpretado. Talvez eu não tenha sido contundente e é importante que eu me explique em um assunto escandaloso em que ignorei a vítima. Todos nós temos que condenar esses atos, seja cometido por Dani ou por qualquer outra pessoa. Não fui feliz (na declaração) e peço desculpas às vítimas de violência de gênero e estupro.”

E a situação pode ainda piorar.

O jornal Vanguardia, da Catalunha, traz outra denúncia hoje sobre o caso. Ele é o melhor veículo na cobertura do suposto estupro, que teria sido praticado por Daniel Alves, na noite do dia 30 de dezembro, quando viajou para a Espanha para o velório de sua sogra.

De acordo com a publicação, não bastasse o relato do crime que o levou à prisão preventiva, sem direito a fiança, surgiu um novo personagem hoje. E que prejudica ainda mais o jogador da seleção brasileira.

A mulher que denunciou o estupro estava acompanhada de uma amiga e uma prima, na danceteria Sutton, em Barcelona.

A amiga revelou para a polícia que, antes de acontecer o suposto estupro, ela também teria sido atacada por Daniel Alves.

Disse que o brasileiro começou a passar a mão no seu corpo, com violência. E tocou nas suas partes íntimas. 

A denúncia pode virar outra acusação formal contra Daniel Alves.

E complicar ainda mais sua situação na Espanha.

O La Vanguardia também revela que as testemunhas ouvidas pela polícia foram desfavoráveis a Daniel Alves. Relatam que viram o ataque de ansiedade da mulher que teria sido estuprada, logo depois de sair da cabine do banheiro, em que entrou com Daniel Alves.

Daniel Alves costumava ser ‘a alegria do vestiário’ dos times em que jogou. E da seleção também

A prima da suposta vítima também mostrou para a polícia a troca de mensagens com um dos amigos de Daniel Alves, que estava com ele na boate. Ele teria se colocado à disposição para ajudar por conta da “atitude” do brasileiro.

Familiares de Daniel Alves contrataram um novo advogado para ele, Cristobal Mattel, que já defendeu Messi.

Ele é muito respeitado na Espanha. E tentará entrar com um pedido de habeas corpus, ou seja, a liberação imediata do jogador da cadeia.

A pressão na Espanha é enorme para que o lateral continue na cadeia, diante das acusações e dos fortes indícios.

Daniel Alves está em uma ala de presos condenados por delitos sexuais.

Esse setor é mais protegido.

Porque os presos, por outros crimes, costumam ser perigosos para acusados de estupro.

Diante de toda a situação, os ex-companheiros de Daniel Alves seguem o mesmo caminho.

O do silêncio.

Sem apoio, sem solidariedade.

Sem voto público de confiança…

R7