A pesquisa americana associou vários padrões alimentares saudáveis ​​a um menor risco de morte, sugerindo que o paciente pode escolher dieta

Casal de idoso saudáveis felizes enquanto comem salada

Pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, descobriram que não é preciso seguir apenas uma dieta para o resto da vida no intuito de garantir a longevidade. Pacientes que se cansaram de um regime e testaram outros por algum tempo evitaram o risco de morte prematura em 20%.

O estudo foi publicado na última segunda (9/1) na revista científica JAMA Internal Medicine, e analisou dados de 119.315 pessoas, sendo 75 mil mulheres e 44 mil homens, ao longo de 36 anos.

Segundo os cientistas, existem quatro tipos de cardápio saudável:

  • Dieta mediterrânea: prioriza frutas, vegetais, grãos integrais, nozes, legumes, peixe e uma grande quantidade de azeite;
  • Dieta saudável à base de plantas: dá preferência a produtos vegetais, e a diminuir o consumo de produtos de origem animal e qualquer tipo de bebida alcoólica;
  • Índice de Alimentação Saudável: ​​à base de plantas, desaprova carne vermelha e processada, e desencoraja o consumo de açúcar adicionado, gorduras não saudáveis ​​e álcool;
  • Índice Alternativo de Alimentação Saudável: inclui nozes, sementes, grãos integrais e menor consumo de carnes vermelhas e processadas, além de bebidas açucaradas.

A ideia é que o paciente monte seu próprio cardápio levando em consideração os planos alimentares: no fim das contas, deve-se apostar em uma dieta rica em frutas, verduras, legumes e grãos, evitando carnes vermelhas e processadas, bebidas açucaradas e álcool.

“Nossos resultados mostram que podemos ter muita flexibilidade em termos de criar nossos próprios padrões alimentares saudáveis, ​​que podem ser adaptados às preferências individuais, condições de saúde e culturas”, afirma um dos autores do estudo, o pesquisador Frank Hu.

Além de evitar o risco de morte por todas as causas, o estudo aponta que a dieta também é eficaz contra doenças respiratórias — foi percebida uma diminuição de risco nos participantes entre 35% a 46%.

A alimentação base

De acordo com a nutricionista Talyta Machado, que não participou da pesquisa, é consenso na comunidade científica que a base de uma alimentação considerada saudável deve incluir grande consumo de vegetais e frutas.

“Eles devem ser associados a alimentos chamados funcionais, como chás, que vão auxiliar a desinflamar o corpo e, assim, retardar o envelhecimento celular”, explica. Alguns exemplos de alimentos funcionais são:

  • Cacau;
  • Chá de raiz de cúrcuma;
  • Resveratrol, substância presente, por exemplo, na casca da uva;
  • Quercetina, que pode ser encontrada no chá verde, casca de maçã, vinagre de maçã orgânico e matcha.

“Seguir uma dieta isoladamente pode criar uma falsa sensação de estar ‘fazendo tudo que pode’ quando, na verdade, sua saúde poderia melhorar com uma conduta mais específica. É sempre importante ressaltar esses pontos para aqueles que precisam de um cuidado mais aprofundado”, afirma.

Fonte: Metropoles