Participantes que dormiram mal tiveram três vezes mais chance de desenvolver infecções respiratórias, de acordo com os cientistas.

Já é conhecimento consolidado: dormir bem durante a noite é essencial não só para a disposição no dia seguinte, mas também para a saúde do corpo. Porém, cientistas da Universidade de Liverpool John Moores, no Reino Unido, descobriram que o importante não é a quantidade de horas dormidas, e sim a qualidade do sono — por isso, não adianta compensar as poucas horas dormindo a mais no final de semana, por exemplo.

O estudo foi divulgado este mês na revista científica Sleep, e analisou os hábitos noturnos de 1.318 militares que passaram por um curso de 12 semanas. Parte dos voluntários teve que reduzir o sono em duas horas para acompanhar as atividades do treinamento, e todos foram acompanhados desde o início da formação.

Os recrutas que tiveram um sono de qualidade, mesmo que em horas reduzidas, se apresentaram mais dispostos, felizes e com melhores respostas imunológicas.

Já os que tiveram um sono ruim, mesmo dormindo mais, tiveram três vezes mais chances de adoecer. “Os recrutas que disseram ter dormido mal durante o treinamento foram os mais suscetíveis a infecções respiratórias, mesmo estando saudáveis no início do experimento”, explica o pesquisador responsável pelo levantamento, Neil Walsh.

Para o cientista, o estudo é um alerta de que é preciso cuidar melhor do sono e não se preocupar tanto com o tempo que vai ser dedicado a ele. Walsh afirma que o grupo seguirá analisando o assunto, e o próximo passo é determinar quais intervenções comportamentais podem levar à redução de infecções respiratórias.

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