O ator interpretaria um homem que abusa de crianças de rua na novela Todas as Flores, produzida para o Globoplay.

Ator José Dumont

José Dumont alegou que as fotos e vídeos com pornografia infantil encontradas com ele serviam como “estudo para a futura realização de um trabalho acerca do tema, sem tabus ou filtros”. A afirmação foi feita durante o depoimento prestado à polícia na quinta-feira (15/9), assim que foi preso em flagrante com o conteúdo, e divulgada pelo jornal O Globo.

O trabalho ao qual o ator de 72 anos se refere seria o papel na novela Todas as Flores, que estreia em 17 de outubro. Na produção da Globo para o Globoplay, o ator interpretaria um homem que abusa de crianças de rua, mas foi retirado da trama após a prisão.

No depoimento, Dumont disse também que nunca fotografou ou filmou crianças e adolescentes em contexto pornográfico. No documento, ele relata que as fotos e vídeos teriam sido retirados da internet. Mas também negou que teria comprado ou vendido materiais do tipo. Além disso, ele pontuou ainda que não participa de grupos virtuais para troca de pornografia infantil.

O artista foi preso em flagrante nesta quinta-feira (15/9) pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. No fim do dia, o delegado Marcello Braga Maia, responsável pelas investigações sobre o caso de José Dumont, contou ao Na Telinha que o depoimento do ator “corroborou com as provas” que a polícia tinha. Além disso, ele ressaltou que computador e celular do ator seriam encaminhados para um exame mais minucioso com a perícia.

Outros casos

Embora tenha usado o argumento de que as imagens seriam para “consultas e estudo”, Dumont conta com outras acusações parecidas no currículo. Após a prisão, a coluna Na Mira revelou que ele também é acusado de abusar de um garoto de 12 anos.

As investigações mostram que ele oferecia presentes à vítima para poder beijá-la na boca e acariciar as partes íntimas. Tudo foi filmado por câmeras de segurança e o material em vídeo deu origem à apuração.

O ator também é acusado de pedofilia em um inquérito que corre na Paraíba. Como noticiada pelo Blog do Noblat, o caso teria ocorrido em 2009, mas o inquérito começou apenas em 2013 e segue aberto porque a Justiça ainda não conseguiu ouvi-lo sobre o caso.

Fonte: Metrópoles