Além das infecções pelo coronavírus, casos de doenças respiratórias também teve aumento, segundo o pediatra João Lourival.

Pediatra João Lourival, diretor do Hospital da Criança de Alagoas 

O diretor do Hospital da Criança de Alagoas, em Maceió, alertou para o aumento de casos de Covid em crianças no estado. “Os serviços de saúde notam um aumento expressivo no número de atendimentos”, disse o pediatra João Lourival nesta quarta-feira (22).

Embora não seja frequente a forma grave da doença em crianças, não significa que o quadro de saúde não possa se agravar. 42 crianças com menos de 10 anos morreram por Covid no estado desde o início da pandemia.

O baixo índice de crianças de 5 a 11 anos em Alagoas vacinadas contra Covid com as duas doses necessárias preocupa os especialistas.

O vacinômetro da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) mostra que apenas 29,29% das crianças receberam duas doses e 55,94% tomaram somente a primeira.

O pediatra João Lourival acrescentou que é necessário proteger as crianças e que casos moderados e graves devem ser encaminhados imediatamente para atendimento médico.

“Devemos evitar a exposição das crianças, estimular a higienização das mãos e lavagem nasal nos sintomáticos respiratórios. Casos moderados e graves devem ser encaminhados para as unidades de pronto-atendimento”.

Doenças respiratórias

Há uma semana, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informou sobre no número de atendimentos a crianças com doenças respiratórias. O Hospital da Criança estava com 50% dos leitos ocupados com pacientes diagnosticados com problemas respiratórios.

“É esperado que, nesse período do ano, em que temos o período sazonal dos quadros respiratórios, haja um aumento importante no número de crianças com esses distúrbios. O que chama atenção nesse período é que essas crianças não são apenas acometidas com quadros respiratórios leves, pois, numa forma geral, tem muitas crianças que estão demandando internamentos, tanto em enfermarias quanto em UTIs e precisam fazer uso de oxigênio. No momento, nós temos uma situação em número maior e em gravidade maior que deixa o Estado de alerta”, explicou o diretor do hospital.

Dados da Fiocruz mostram que, em crianças pequenas (0 a 4 anos), observa-se o predomínio do vírus sincicial respiratório (VSR), seguido de Sars-CoV-2 (Covid-19), rinovírus e metapneumovírus. Nas demais faixas etárias o Sars-CoV-2 é predominante entre os casos com identificação laboratorial.

Ainda segundo o pediatra João Lourival, medidas de prevenção ajudam a reduzir as taxas de transmissão de doenças respiratórias nas crianças.

COMO EVITAR AS AGLOMERAÇÕES, SE POSSÍVEL, USO DE MÁSCARA QUANDO FOR À ESCOLA, LAVAR SEMPRE AS MÃOS E FICAR ATENTO AOS SINAIS DE DESCONFORTO RESPIRATÓRIO, COMO FALTA DE AR. CASO ISSO ACONTEÇA, A CRIANÇA DEVE SER ENCAMINHADA AO PRONTO ATENDIMENTO E, SE NECESSÁRIO, SE PRECISAR SER REGULADO, ENCAMINHADA PARA NÓS [HOSPITAL DA CRIANÇA]”, DISSE O MÉDICO JOÃO LOURIVAL.

A campanha nacional de vacinação contra influenza vai até a sexta-feira (24). Crianças com seis meses a menores de cinco anos devem tomar a vacina. O imunizante é aplicado nas unidades de saúde municipais (clique aqui para ver endereços e telefones dos postos de saúde de Maceió).

Por g1 AL