Hospital da Criança está com 50% dos leitos ocupados com pacientes diagnosticados com problemas respiratórios.

A chegada da quadra chuvosa aumenta a preocupação em relação à circulação de vírus que causam doenças respiratórias nas crianças. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) alerta para o aumento de casos em todo Estado. De acordo com o diretor do Hospital da Criança, o pediatra João Lourival, a unidade está com 50% de leitos ocupados com crianças com problemas respiratórios.

“É esperado que nesse período do ano, que temos o período sazonal dos quadros respiratórios, haja um aumento importante no número de crianças com esses distúrbios. O que chama atenção nesse período é que essas crianças não são apenas acometidas com quadros respiratórios leves, pois, numa forma geral, tem muitas crianças que estão demandando internamentos tanto em enfermarias e até UTI e precisam fazer uso de oxigênio. No momento, nós temos uma situação em número maior e em gravidade maior que deixa o Estado de alerta”, ressalta.

Ainda segundo o pediatra, medidas de prevenção ajudam a reduzir as taxas de transmissão de doenças respiratórias nos pequenos. “Devemos sempre manter atitudes de prevenção que visam combater o contágio das doenças; como evitar as aglomerações, se possível, uso de máscara quando for à escola, lavar sempre as mãos e ficar atento aos sinais de desconforto respiratório, como falta de ar. Caso isso aconteça, a criança deve ser encaminhada ao pronto atendimento e, se necessário, se precisar ser regulado, encaminhada para nós”, explicou.

A segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza, com a inclusão de novos grupos prioritários, entre eles, as crianças de seis meses a menores de cinco anos de idade, além de gestantes e puérperas, foi prorrogada até o próximo dia 24 de junho. Nos pequenos, a vacinação além de protegê-los contra formas graves da gripe, contribui para reduzir a ocorrência de surtos, principalmente nas escolas.

Atendimento via Regulação – O atendimento no Hospital da Criança é realizado via regulação, pois a unidade não é porta aberta. O fluxo de regulação de leitos segue o proposto pela Regulação Estadual de Leitos para todas as unidades hospitalares do Estado. As portas de entradas são as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) ou urgências e emergências de hospitais da capital e interior do Estado.

Fonte: Ascom Sesau/AL