Polícia Federal afirma que, em troca, servidor ganhava parte do novo negócio feito pelo contador

Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Contrapartida, que investiga um servidor da Receita Federal por cobrar vantagens indevidas de empresários em troca de informações privilegiadas do órgão. A ação ocorreu nesta quinta-feira (18/11).

Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas residências de pessoas envolvidas no caso, todos em Macapá (AP). O servidor da Receita investigado foi preso preventivamente.

Na primeira fase da operação, deflagrada em maio deste ano, a Justiça determinou o afastamento do funcionário público. Na ocasião, a PF identificou que ele passava informações restritas do órgão para um contador, que as utilizava para beneficiar seus clientes. Em troca, o servidor recebia vantagens indevidas a cada novo negócio.

O contador, por sua vez, havia sido preso em 2009, por realizar saques fraudulentos de FGTS com utilização de documento falso.

Nesta segunda fase, um arranjo de outros empresários beneficiados foi encontrado. Além disso, a PF encontrou indícios de que um dia antes da deflagração da primeira fase da operação, o servidor da Receita Federal teria recebido valores indevidos.

Segundo a PF, ele ainda teria oferecido, informalmente, uma proposta para negociação relativa a tributos de empresa de segurança privada junto à Receita Federal.

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