Um irmão do cantor Luizmar Damasceno, de 45 anos, que está desaparecido há quatro dias em Goiânia, disse que o artista estava depressivo por causa da pandemia do coronavírus e pode ter tido um surto. Familiares informaram que ele não foi localizado até as 8h desta terça-feira (15).

“Acho que ele estava muito estressado, de cabeça quente por causa da pandemia, da separação. Meio depressivo. Pode ter tido um surto. Deixou a moto ali e pode ter procurado um abrigo para ninguém o achar”, comentou Lindomar de Oliveira Damascena.

O cantor fez dupla com Cristiano Araújo em 2008. Eles gravaram um CD à época, mas não fizeram sucesso. Cristiano, que alcançou a fama em carreira solo, morreu em um acidente de carro em 2015.

Luizmar saiu de casa, no Residencial Serra Azul 2, na sexta-feira (11), e sem levar celular. Ele mora com os pais e uma tia. Segundo a designer gráfica Dayenn Bennett, ex-mulher de Luizmar, o músico faria um show no último sábado (12), mas ele também não compareceu ao local.

A moto do cantor foi encontrada por moradores da região na manhã de segunda-feira (14), em uma área de mata no mesmo setor onde mora. Ela está sendo periciada para tentar encontrar impressões digitais.

Buscas com cães
Cães farejadores do Corpo de Bombeiros também foram levados ao local para tentar farejar rastros deixados de Luizmar.

Familiares do cantor levaram roupas dele para ajudar no trabalho dos cães. Eles também acompanham as buscas e disseram que o desaparecido não costumava passar pelo local onde a moto foi encontrada.

Em uma análise preliminar, não foram encontradas marcas de sangue nem indícios de acidente com a moto.

Desaparecimento
Mãe dele, a dona de casa Maria de Oliveira Damasceno está desesperada com o sumiço do cantor.

“A gente está com o coração doendo, porque a gente não esperava uma coisa dessa. Os filhos da gente são queridos, e a gente ama demais e nunca espera que aconteça uma coisa dessa”, desabafou a mãe.
A mãe disse que, no dia que o filho desapareceu, ficou acordada até mais tarde o esperando chegar.

“Na sexta-feira, eu saí para a costureira e o deixei aqui. Na hora que eu cheguei, ele não estava. Inclusive, eu deitei era quase meia noite o esperando, mas ele não apareceu. Aí eu deitei e, quando foi de manhã, eu levantei, e ele não estava aqui na cama dele. Eu falei: ‘Meu Deus, cadê meu filho?’”, lembrou.

Fonte: G1