Clássico das Multidões se desenvolveu morno, mas apresentou intensidade e emoção no fim; times não têm vantagem no jogo de volta

O primeiro capítulo da decisão se encerrou em igualdade. Após uma peleja morna no Rei Pelé, que apresentou uma disputa intensa no fim, CSA e CRB protagonizaram um 0 a 0 no jogo de ida da final do Campeonato Alagoano. Com a igualdade no duelo deste sábado (15), uma vitória qualquer no jogo de volta definirá quem vai ficar com a taça da edição de 2021.

Além de marcar o primeiro jogo da decisão, a partida marcou o terceiro Clássico das Multidões deste ano. No jogo válido pelo Nordestão, a disputa terminou em 1 a 1. Já pelo Estadual, em confronto válido pela penúltima rodada da primeira fase, o CSA foi superior e venceu por 1 a 0.

Homenagem

O Azulão entrou em campo com uma faixa em homenagem ao garoto Rhaniel, que foi vítima de assassinato nesta semana. O clube marujo se solidarizou com o caso que trouxe comoção em todo o estado e levou alguns familiares do menino ao gramado do Rei Pelé.

CSA e CRB voltam a se enfrentar no próximo sábado, dia 22, às 17h, também no Trapichão. O Azulão busca o seu 40º título alagoano, enquanto o Galo quer faturar a sua 32ª taça e engatar o bicampeonato. Em caso de outro empate, o campeão estadual será definido após disputa de pênaltis.

Clássico da próxima semana não terá vantagem e pode ser decidido em disputa de pênaltis – Foto: Ailton Cruz

Primeiro tempo

O início do clássico foi marcado por uma certa monotonia nos primeiros minutos. O CRB teve um maior volume no campo de ataque, mas não efetuou passes verticais para furar a defesa e não criou boas chances. Já o CSA teve que começar investindo na bola longa e na jogada pelas laterais para poder chegar perto da meta regatiana.

A primeira finalização efetiva só veio acontecer aos 15 minutos, quando Guilherme Romão cruzou da esquerda, a zaga afastou mal e Diego Torres, dentro da área, bateu pra fora com desvio. O argentino foi protagonista da melhor chance do primeiro tempo, aos 24′. Após infliltrar a área azulina pela direita, Luidy tocou para Torres na pequena área. O camisa 10 do Regatas não conseguiu projetar bem o corpo e acabou furando a bola num lance que trouxe frustração aos alvirrubros.

A partida ganhou em emoção após a faixa dos 30 minutos, com trocação de golpes ofensivos entre as equipes. Com isso a partida acabou, naquele momento, se desenvolvendo com bastante velocidade e intensidade. Apesar do jogo dinâmico, as duas equipes não criaram lances de perigo.

Na reta final, dos 40 minutos em diante, os dois times apostaram na jogada aérea. As defesas até se seguraram bem, mas não foram muito exigidas. Com o jogo morno, o árbitro estendeu a primeira etapa em apenas um minuto e apitou o encerramento com o empate sem gols.

Bola aérea foi a tônica de boa parte da partida – Foto: Ailton Cruz

Segundo tempo

A etapa complementar teve um início agitado, sobretudo por ações azulinas. Os marujos tomaram conta do campo regatiano. O Galo, sem a posse de bola, teve que intensificar a sua marcação. Apesar do bom momento em campo, o Azulão não conseguiu converter a intensidade em grandes chances nos 10 primeiros minutos.

O time marujo conseguiu concluir bem para o gol somente depois dos 14 minutos, quando Vitor Costa, pela esquerda, chutou rasteiro para a defesa firme de Diogo Silva. Três minutos após, aos 17′, Diego Torres apareceu para chegar na sua segunda grande chance, e de todo a equipe regatiana, na partida. Livre, o argentino avançou e mandou uma bomba. Thiago Rodrigues fez uma grande defesa e colocou a redonda, que veio queimando a grama, para escanteio.

Após um momento de estagnação, a partida voltou a ser corrida na faixa dos 30′, com a entrada de Gabriel Tonini. Logo em sua oportunidade, o volante recém chegado ao Azulão chutou forte da entrada da área e levou um certo perigo. Depois do lance, o time azulino ganhou uma sobrevida e colocou a zaga regatiana contra a parede com certa frequência.

Depois dos 40 minutos, foi a vez do Galo pressionar. O esquadrão regatiano apostou nas jogadas em velocidade e pegou a defesa azulina de calça curta. Perto dos 45′, os times passaram a investir na bola aérea e a redonda atravessou as áreas frequentemente com perigo. A partida foi estendida até os 49′ e terminou com o empate sem gols.

Após encontro adiado pela Covid, Bruno Pivetti e Roberto Fernandes finalmente se enfrentam no clássico – Foto: Ailton Cruz

Ficha técnica

CSA – Thiago Rodrigues; Norberto, Lucão, Lucas Dias e Vitor Costa; Geovane, Gabriel e Bruno Mota; Aylon, Marco Túlio e Dellatorre. Técnico: Bruno Pivetti.

CRB – Diogo Silva; Reginaldo Lopes, Gum, Wesley Frazan e Guilherme Romão; Claudinei, Wesley e Diego Torres; Luidy, Calyson e Lucão. Técnico: Roberto Fernandes.

Árbitro: Rafael Carlos Salgueiro.

Assistentes: Maxwell Rocha da Silva e Wellington Thiago de Almeida.

Quarto árbitro: Márcio dos Santos Oliveira.


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