Previsão foi dada pelas entidades da construção civil em Alagoas, após anúncio de repasse menor para o Programa Casa Verde e Amarela

O corte nas verbas do Orçamento da União para 2021 do programa Casa Verde e Amarela deve causar uma série de prejuízos econômicos em Alagoas, conforme prevê a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Alagoas (Ademi/AL) e o Sindicato da Indústria da Construção do Estado de Alagoas (Sinduscon-AL). As entidades suspeitam que cerca de 3 mil empregos sejam extintos e mais de 5 mil habitações não sejam concluídas no Estado.

Em nota, divulgada nessa sexta-feira (23), em conjunto com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e demais entidades associadas, a Ademi e o Sinduscon/AL avaliam com preocupação e perplexidade o corte promovido pelo Governo Federal.

“Com o veto, que praticamente zera as despesas que estavam reservadas ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), serão paralisadas as obras de 250 mil casas que hoje estão em construção no país. O montante emprega diretamente em torno de 250 mil pessoas e outras 500 mil entre empregos indiretos e induzidos”, destaca.

A entidade alagoana salienta, ainda, que, no momento que o Brasil atravessa, com tantos desafios impostos em decorrência da pandemia, esse corte não estava previsto em lugar algum.

“Em Alagoas, essa paralisação pode significar a eliminação de cerca de 3000 empregos e a não conclusão de mais de 5000 habitações”, afirma o presidente da Ademi-AL, Marcelo Saldanha.

Alfredo Brêda, presidente do Sinduscon/AL – Foto: Assessoria

O presidente do Sinduscon-AL, Alfredo Brêda, disse que o setor não entende os motivos do governo federal, em um momento como este, cortar recursos de um programa habitacional que está dando certo, ocasionando a perda de milhares de empregos . “Além dos aumentos de preços abusivos, da inflação, de não haver um reequilíbrio de preços do programa Minha Casa Minha Vida, principalmente do FAR, agora resolvem cortar os recursos de forma absurda, sem o menor sentido. Todo o setor está apreensivo”, disse Brêda.

“Agora, confiamos na sensibilidade do Congresso Nacional para que possa reverter essa situação urgentemente. E que, assim, não se inicie uma imensa onda de demissões no setor, já extremamente afetado pelos aumentos nos preços dos insumos, que impactam seriamente seus contratos, que têm preço fixo”, afirma José Carlos Martins, presidente da CBIC.

*Com assessoria