O adiamento das eleições 2020 segue em discussão na Câmara dos Deputados após a aprovação no Senado para a realização do pleito com primeiro turno no dia 15 de novembro e o segundo dia 29 do mesmo mês. Enquanto isso, os candidatos buscam alternativas de como realizar sua campanha.

Como eleição municipal tem uma característica mais da aproximação do corpo a corpo entre os políticos e os eleitores nas ruas, a cientista política Luciana Santana considera que o cenário em 2020 será desafiador para ambos: o candidato em busca do voto e o eleitor na escolha de seu candidato.

Essa busca por alternativas para o processo eleitoral tem sido tema de debates constantes, principalmente de como irão ocorrer a dinâmica e o formato das campanhas. Segundo Luciana, diante das medidas sanitárias necessárias para evitar o contágio do novo coronavírus, os recursos virtuais irão ganhar mais força e empurrar um acirramento na utilização das plataformas.

 No entanto, ela aponta que a utilização das fakes News será um problema diante da grande propagação em todo país e pode atrapalhar que as mensagens dos candidatos cheguem de maneira fácil para os eleitores.

“E aí existem outras formas que podem ser apropriadas pelo eleitor para poder tomar uma decisão bem mais formada que é a própria TV e o horário de propaganda eleitoral gratuita, que vão acontecer normalmente”, colocou Luciana. 

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