Até o momento, há 9 casos suspeitos da doença no Brasil, mas nenhum deles em Alagoas

Casos suspeitos da doença devem ser encaminhados ao Hospital Helvio Auto

Devido aos casos da doença respiratória na China, causada pelo novo coronavírus, as secretarias de Estado e municipal de Saúde passaram a alertar a população acerca dos sintomas e formas de prevenção e está preparando profissionais de saúde para atenderem casos suspeitos da doença. Até o momento, nove casos suspeitos de coronavírus estão sendo investigados no Brasil. Alagoas, no entanto, está fora dessa estatística, mas alguns hospitais já se preparam para receber pacientes que apresentem os mesmos sintomas da doença, que vem preocupando o mundo inteiro. 

As medidas, por sua vez, incluem divulgação de nota técnica para os profissionais de saúde indicando o fluxo de atendimento, unidade estadual de referência para tratamento, além de orientações de vigilância em saúde e medidas de prevenção para a população e profissionais de saúde. Na rede estadual há uma estrutura hospitalar preparada para atender casos suspeitos de coronavírus, que é o Hospital Escola Dr. Hélvio Auto, referência no tratamento de doenças infectocontagiosas. Ou seja, para qualquer caso que se encaixe no perfil, deve ser solicitada a transferência para a unidade hospitalar, que vem preparando kits de teste. 

Conforme a diretora médica do Hélvio Auto, Luciana Pacheco, o esquema para o atendimento está sendo organizado para receber os pacientes com os sintomas. “Aqueles com sinais graves vão ser encaminhados para o internamento. Já o restante da população com casos leves – a serem confirmados – vão para a unidade básica de saúde. Só quando confirmarem, entretanto, que voltam para a nossa instituição”, destacou. Como não existe medicação para a doença, quem chegar ao hospital com suspeita de coronavírus tem que ficar em observação, em uma área isolada. No Hélvio Auto, cinco enfermarias e mais um vaga na UTI já foram isoladas. Todos os espaços foram higienizados. “Se a demanda aumentar, vamos nos organizar e, assim, ofertar o melhor atendimento. De antemão, aconselho que as pessoas tentem ao máximo evitar levar as mãos ao rosto e usar lenço de papel ao tossir ou espirrar. Além disso, é necessário não participar de aglomerações. No entanto, isso só são conselhos, nada de pânico”, frisou Pacheco.

Na Santa Casa, os cuidados são os mesmos. O uso de máscaras pelos enfermeiros e médicos durante todo o expediente agora faz parte do protocolo de segurança. “Estamos seguindo todos os cuidados possíveis quanto a segurança. Os profissionais fazem uso do avental impermeável, máscara cirúrgica, luvas de procedimento – para proteger de qualquer contato – e o gorro”, disse a enfermeira da unidade, Maria Maryllia. O treinamento no hospital também vem sendo constante. A gerente de riscos da Santa Casa, Maria Tereza Freitas, garante que profissionais já vêm sendo treinados para um possível surto da doença. 

“A Santa Casa, nesse contexto, tem todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) necessários. Também contamos com um local de treinamento para que nossos médicos consigam fazer o devido diagnóstico. Contudo, isso é apenas precauções para que possamos ter segurança”, esclareceu Tereza. 

O Hospital Geral do Estado e o Hospital de Emergência do Agreste estão seguindo algumas recomendações. Em contato com a reportagem, a assessoria do HEA informou que na unidade existe um departamento de Serviço de Epidemiologia Hospitalar e, por isso, a coordenadora, Ana Lúcia Lima, está fazendo reuniões periódicas com os coordenadores setoriais sobre os cuidados, a exemplo de lavar sempre as mãos e evitar o contato direto com pessoas que apresentem sintomas virais e gripes.

PLANO DE CONTINGÊNCIA

Autoridades de saúde em Alagoas devem elaborar, ainda, um plano de contingência para barrar o avanço do coronavírus. A discussão, que começou na segunda-feira (27) do último mês, foi feita na Gerência Médica do Hospital Escola Dr. Helvio Auto. Na ocasião, ficou acertado alguns encaminhamentos, a exemplo do levantamento das necessidades em termos de EPIs para a necessidade de abordagem de algum caso suspeito e a elaboração de um “plano de contingência” como preparação para uma possível emergência. Outra providência é a preparação do Laboratório Central de Alagoas (Lacen/AL) para análise dos materiais biológicos dos doentes. Um treinamento técnico também está sendo elaborado e deve ser ofertado nas unidades de saúde.


Gazetaweb